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Eu tenho reiterada e deliberadamente furado às últimas saídas. Dessa forma, conclamo os leitores amigos para irmos hoje à noite para o show da Rubber Soul, para variar, em busca de minha redenção. Começa às 19.30h. Depois, quem sabe uma Zug? ;-)
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Fragmentos Pretéritos II - Um poema perdido no tempo e no espaço de dez anos atrás:

Dentre muitas tu és única.
A única até do único.
Não sei se você existe.
E imagino que o mundo,
Sem você seria escuro.
E eu seria triste.

Música da Hora - Well, após lembrar o quão insensato somos, às vezes, eu ofereço ao momento em que escrevi a poesia acima, há uns dez anos, essa música que segue logo abaixo, ou seja, a música da hora de hoje, direto do País onde, vez em quando, a delicadeza é perdida (como diria o Chico), uma junção de estilos, dores, ardores e demais sentimentos dos mestres Tom Carlos Jobim e Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes, os quais devem estar rindo, entre umas e outras, de tudo isso que se passou por aqui...

Insensatez
Antonio Carlos Jobim
e Vinicius de Moraes
1961



A insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor
O seu amor
Um amor tão delicado
Ah, porque você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração quem nunca amou
Não merece ser amado

Vai meu coração ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração pede perdão
Perdão apaixonado
Vai porque quem não
Pede perdão
Não é nunca perdoado

Post Scriptum: Apesar de alguns pedidos contra as mid´s, abro uma exceção hoje, à melodia que ora deve estar tocando agora, por motivos óbvios :-)
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84 Charing Cross Road - Lembrei agora há pouco, enquanto folheva uma revista antiga de cinema, desse endereço que fica em Londres e também é o título de um ótimo filme produzido em 1986. Foi o que me motivou, na viagem que fiz em 1998, a procurar feito um louco esse logradouro londrino. Eu rodei alguns bons minutos à procura de 84 Charing Cross Road. A insistência foi gratificante, pois além de conhecer o local também tirei algumas fotos. Antes disso fiz um verdadeiro périplo em busca de Abbey Road, o qual durou algumas horas de procura e caminhada até encontrar o paraíso Beatlemaníaco. Foi igualmente compensador. A Lei de Murphy, entretanto, estava vigorando, pois na mesma noite, perdi a câmera dentro do New London Theater, onde assisti à peça Cats. O negativo perdido juntamente com a máquina continha todas as fotos de Londres, inclusive as de Abbey Road e as que tirei no cenário do filme. C´est la vie...
Mas, voltando ao título desse post, o filme foi chamado em terra brasilis de "Nunca Te Vi Sempre Te Amei". Não obstante a duvidosa tradução, a obra é um cult com certeza. As interpretações de Anthony Hopkins e Anne Bancroft são excelentes e o roteiro é um achado, pois trata da forte amizade que surge através da troca de cartas entre duas pessoas que adoram literatura mas têm o atlântico a separá-las. O endereço da livraria onde trabalha o personagem vivido por Hopkins, é justamente o título do filme. Vale a pena assistir ou rever.
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Honrosa Menção - O ilustre poeta Soares Feitosa, me concede através de seu ímpar Jornal de Poesia, a honra de ter o nome listado entre vários poetas. Logo eu, ainda um renitente aspirante nos caminhos poéticos. Só me cabe agradecê-lo penhoradamente a homenagem, e buscar fazer por merecê-la, nem que seja num devaneio perdido no futuro, num átimo suspirante do ocaso do amor, onde a dor lancinante me tire do peito dormente, uma inspiração poética, mesmo ofegante e reticente, ao doce sabor do acaso...
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Sunday Morning - À medida em que se aproxima o fim-de-ano, as manhãs dominicais vêm se mostrando cada vez mais belas, num espetáculo bonito de se ver. Hoje não foi diferente, pois nem parecia que amanhã é segunda-feira e o caos do trânsito há de transformar esse quadro onírico numa verdadeira anomia. Fiat Lux!

Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes - O Poetinha, mesmo tendo partido há mais de vinte anos, deixou uma obra extensa, cuja destacada poesia sobrevive incólume ao passar dos anos. Carlos Drummond de Andrade, outro baluarte da poesia brasileira disse uma vez sobre Vinícius: "De todos nós, ele foi o único que ousou viver como poeta.". Do não menos renomado João cabral de Mello Neto, Vinícius de Moraes mereceu a frase: "Se a música não o tivesse seduzido, ele teria sido o mais importante poeta da língua portuguesa no século 20.". Lembrei-me de Vinícius ao ouvir há pouco a música "Pela Luz dos Olhos Teus". Realmente, a poesia de Vina é fabulosa. Principalmente quando eu vejo o que ele escreveu no Soneto da Lua. Fico feliz em comungar-lhe da mesma paixão.

Sófocles - Mais uma prova irrefutável de que a arte sobrevive ao tempo está em A Trilogia Tebana, de Sófocles. Estou relendo essa obra escrita há mais de 2.400 anos, contendo as peças Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona. Qualquer obra recente, inevitavelmente, trará excertos dessas obras.

Michael Jackson e sua intrépida trupe - Nos noticiosos eu fico sabendo das novas esquisitices de Michael Jackson; de vários mortos em função de um concurso de Miss Mundo na Nigéria; da Rainha da Inglaterra se encontrando com a Madonna; de novos factóides dos Programas do João Kleber, Gugu, Faustão e Ratinho; do Ministério Público condenando a exibições de mensagens subliminares pornográficas na MTV etc... realmente nós estamos conseguindo nos superar em mediocridade. Toda essa mixórdia globalizada ainda vai acabar por nos condenar à imbecilidade por antecipação.

Sarau Blogário - Eu me despeço desses fragmentos dominicais, enaltecendo a iniciativa do Sarau que aconteceu ontem na casa de Ritinha e Mari, contando com as presenças ilustres de Peter Gabriel, Mond e Sophia, dentre outros blogueiros. Eu não pude ir e até agora lamento. Qualquer evento dessa natureza é um oásis no Saara em que vivemos hodiernamente. E viva a poesia dos blogs! ;-)
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Soneto em Palavras

As palavras, o dom das palavras.
Ardor, adorar as palavras, o som.
O doce somar em unir-se palavras.
Há dor, na dor das palavras. Odor.

São palavras que vêm, às palavras.
Nunca se vão, mas sempre vêem.
Há mar e cor no amar às palavras.
Palavras que só nos causam ardor.

Sozinho, à dor que há nas palavras,
Só o doce sabor, que há em amar.
Palavras que só vêm colorir o amor.

Letras, linhas, mensagens, enfim.
Palavras que somente nos libertam.
Som, cor, odor, ardor, amor e o fim.
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O Sorrir em Amarelo ou O Doce sabor do Decifrar-te

Apesar de ter sido um aluno relapso em hermenêutica jurídica...
Até que entendo algo que flui das doces entrelinhas da vida ...
E mesmo sendo a boa tarefa de traduzir-te, um pouco complicada,
Posso dizer que te percebo, sempre, mesmo em descompasso.
Afinal a vida é feita mesmo de atitudes...e de jargões como esse.
E mesmo não tendo sido um feliz contemplado com o teu beijo,
Eu...fico feliz.Não vou ceder à tentação de ficar triste assim tanto.
Pois nada há de sobrepujar o prazer que sinto em decifrar-te...
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Fragmentos Passados - Coroando a tarde atribulada, edito novamente um poema, ou melhor, uma homenagem que vez ou outra gosto de fazer aqui no Anomia.

Convite ao nosso encontro de hoje:

Primeiro, ela não se revelou por inteiro, pudicamente foi chegando remansosa.
Em pequenos espasmos de luz, fui sentindo o seu gosto, sua beleza.
Fui corrompido em minha retidão pelo seu charme sem par.
Mansidão que me envolveu num átimo. Companheira, até os confins.
E me chegou toda, desposei-me com ela em minha elucubrações.
Ela me confessa que irá mostrar-se hoje, novamente.
E eu vos convido a desfrutar desse espetáculo, que por poucos segundos é só nosso.
E nada mais "reality" nesse show tão global, que é o seu despertar desnuda.
Nascer que há de ser compartilhado pelos libertos.
Mesmo que distantes, estamos todos em sua sintonia.
Usurpa, do sol, raios que espelha em nossas mentes inférteis.
Lua eu te aguardo hoje em tua gênese.
Convido a todos. Sejamos espectadores passageiros por um minuto!
Quando passarmos, ela há de nos observar. Mas hoje, é só nossa.
Lua cheia, luar que ela me prometeu.
Paremos nossas máquinas, observemos o cosmos.
Divido com todos esse nascer de hoje. Festejêmo-la!

E la nave va...
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Ave, Valentina!!! - Acabei de saber da notícia de sua chegada ao nosso mundo. Estamos todos muito felizes. Por você, pelos seus pais Léo e Lia e toda nossa família e amigos. Hoje, o mundo vai dormir mais feliz e bem melhor...

Ontem, na véspera de sua chegada, numa mistura de ansiedade e alegria, reuniram-se os seus tios JP, JW e JV, além de mim e tia Bia, Natércia, Isadora e outros amigos, num ambiente pautado por Mangueiras geladas, sinuca, Bebedouro, Jazz, MPB, sushi, whisky, Ednardo... enfim, a festa apenas começou... :)
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Excerto Visual - É o meu olhar ao pôr-do-sol, bem longe. Ao som de Sun King, após ter ouvido, de manhã, Here Comes The Sun.
Ave, Beatles!
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Sob o Céu de Canoa - A beleza sublime da natureza de Canoa Quebrada promove momentos inesquecíveis. Ao cair da noite, enquanto o sol se punha relutante além das dunas, a lua já surgia no outro extremo do quadro, em meio ao mar agitado. Quase toda costa se tornara uma imensa praia deserta. Enquanto isso, a noite caía sobre tudo e todos.
Minha identificação com a lua e praias desertas foi a principal causa da idéia de escrever "Praia". Definitivamente, há poucas coisas mais belas na natureza.

Não cheguei até o Pontal do Maceió pela praia, porque havia o Rio Jaguaribe no meio do caminho. Apesar do piloto e do carro, o conjunto não é anfíbio, ainda.

As dunas são espetaculares também em Canoa. Desbravá-las é uma tarefa difícil, mas saborosa. Trilhas off-road são um dileto programa, principalmente quando a companhia é de excelente qualidade. Melhor ainda, se você não tem compromisso com horário e na vitrola tá tocando Across The Universe.

O pequeno trecho que liga a praia de Icapuí até Canoa é lírico. A Broadway é bem mais simpática que a Broadway.
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Soneto do Acordar-te

Em um momento perdido no tempo eu queria te desvendar.
Emaranhar-me ao teu corpo e me permitir o teu abraço.
Numa aposta em que nunca saberemos os vencedores,
Às marcas dos beijos que sonhei uma única vez roubar-te.

Acordar às cordas que nos prendem os corpos em êxtase.
Marcar-te às amarras com um beijo ao único acordar-te.
E hoje, durante um efêmero segundo, eu tive você, minha.
E dos teus lábios de carmim eu suguei o sentido da vida.

Mas ousei apagar meu desejo como deletam-se imagens.
E me foi suficiente por um tênue cavalgar de segundos.
Quando me amarrou ao passado que nunca há de existir.

E Me doeu pensar que nunca te saberei um beijo sequer.
E à vibrante cor dos olhos de cujo espelho não esquecerei,
Eu me vi te amando, apaixonado que fui em um segundo.
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Vou-me navegando nos rumos do Pôr-do-sol de Canoa Quebrada.
Ao som de Beatles, eu me despeço dos amigos leitores deste blog.
Até segunda-feira, quando pretendo retornar do paraíso solar.
Me deixando um pouquinho por onde caminho, por onde me perco.

Post Scriptum: Quem aparecer por lá, ou por perto, me ligue, ouviremos Here Comes the Sun juntos...e Sun King também :)
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Concreto Adeus

Você esqueceu de dizer que meu olhar era retilínio, uniforme, mas unilateral.
O som do Jazz na Zug, ontem, nunca havia sido tão saboroso.
Eu não estava apaixonado. Não tão apaixonado assim.
Lembrei de Notting Hill, não sei o porquê disso.
Mas eu confesso que eu suspirei sim.
Lembrei do teu melodioso olhar.
Que foi sumindo na noite.
Até que pouco restou.
De concreto, seu.
Dentro de mim.
Mas, foi bom.
E Foi sim.
Fui sim.
Fui.
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Amálgama de Formas

Eu te encontro, num instante, em meio à turva multidão.
Nossas palavras mudas. Aperto tua mão sem ver-te inteira.
Colo meu rosto ao teu, ofegantes são as respostas.
Meu amor, emudecido no tempo, teu melodioso arfar.
Nunca repetiremos esse momento. Embora eterno.
Aperto de mãos que pairam no espaço de um quarto.
Os segundos arrastam-se disrítmicamente em torpor.
Corpos que completam-se envoltos numa química única.
Um doce balé pontuado por beijos que deixam marcas.
Ao clímax, perdem-se os nortes de todos os sentidos.
Uma única parte formada por dois lados harmônicos.
Corpos suados desobedecem os comandos, largados.
Olhos cerrados que enxergam mais do que vislumbravam.
O largar-se à cama, olhos fixos, beijos que marcam.
O ir-se em um segundo, para todo o sempre, jamais...
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Intermezzo Musicale - Lançando-me de encontro ao ocaso que sobrevive irresoluto no organismo do marasmo, ouso vaticinar que nada, nos descaminhos tortuosos do dia-a-dia, é mero acaso...

Post Scriptum: Absorto em divagações, me indago: Será a inefável solidão o mau hábito dos poetas?
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Nietzsche, Aspen e Raúl Garcia - Assim foi a última sexta-feira no Colher de Pau, quando me lancei, juntamente com o JP e o Irmão, na promoção Happy Hour do whisky Johnny Walker: Responder a 13 perguntas de conhecimentos gerais em 8 minutos. Três das respostas estão no título deste texto. Para quem não lembra, Raúl Garcia é o mergulhador mexicano que aparece em uma das propagandas do Johnny Walker. As demais eram igualmente difíceis. Só mesmo a mente prodigiosa de três boêmios assumidos e a beleza inspiradora da representante do dileto destilado, para nos ajudar naqueles impassíveis oito minutos. E eu, que pensei que o brinde fosse uma porta-copos, ganhei um happy-hour patrocinado pelo JW na quarta-feira próxima, no Colher-de-Pau, com direito a um litro grátis do JW Red e mais vinte reais em consumação. Eu confesso, detesto whisky, por isso ficarei no suco de tamarindo. Já que não quero perder a suada conquista, entretanto, convido a todos os leitores plantonistas a se fazerem presentes para a degustação antecipadamente marcada.
Vale ressaltar que as belezas inspiradoras hão de se fazer presentes novamente, espero.

The Police in NYC - Pelo menos um bom motivo para ir a NYC: Notícia do UOL informa que o The Police se reunirá em 2003 para um show na Big Apple, onde não deverá ser olvidada a execução do clássico Every Breath You Take. Aliás, "... every game you play, every night you stay, i'll be watching you...". Ao som dela começa a semana. Acerca do show, deverá ser memorável, porque o TP é uma das poucas bandas que me permiti gostar desde The Beatles e tem feito realmente muita falta.

More and Better Blogs - Eis que o Non Stop felizmente retornou à ativa com toda sua força de criação, como já tinha feito anteriormente o Consultório do Primo Germano. Mais uma grata surpresa foi a gênese do Memórias, o blog da Ritinha, um espaço lírico especial que confirma a famosa expressão: "Filha de peixe...". Um pouco antes, foi concebido o Flashow do André, um blog eclético que é a cara do dono, sem falar que já mostrou-se um ótimo libelo à tirania Wallace. Por fim, vale gizar-se sobre a Chucklândia, o intrépido devaneio-em-blog do amigo Chuck, outra boa notícia que veio somar ótimos flúidos às outrora gélidas paredes internáuticas. Ave, blogueiros!

Lirismo no Espaço - Na cena inesquecível de 2001, onde o astronauta paira no vácuo do espaço, longe da nave e preso a ela apenas por um cabo, resultado dos devaneios de Stanley Kubrick, numa clara analogia à fecundação humana ao som de Strauss em "Danúbio Azul" (o filme ainda conta com a instigante obra-prima de outro Strauss, Richard, que homenageou o conterrâneo Nietzsche em "Thus Spoke Zarathustra"), se percebe a beleza poética que há no cosmos. Ao clarão do dia e mistérios da lua e da noite, erguem-se infindos poemas e divagações artísticas dos soturnos criadores que há entre nós. A lua, na minha ótica, é uma das principais fontes de inspiração, muito porque eu sei que quando ela soergue-se imponente, nos seus dias de completude visual, ela me traz de bem distante, o mesmo olhar apaixonado que me rouba por um tênue segundo. Você percebe?
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Marcas no Espelho

Observo atentamente as duas primeiras rugas que vejo nascer em meu rosto. São a prova cabal do inexorável cavalgar do tempo. Apesar de serem marcas resultantes também do hábito de sorrir sempre, traduzem também o ilogismo presente no descompasso temporal da razão entre a idade física e mental.
Relembro que dia desses, eu estava a procurar um sentido maior no existir, sem entretanto saber por onde começar. Hoje, alguns anos depois, me arrependo apenas do que não fiz ainda e também do que deixei de fazer e os portões do passado me roubaram uma segunda chance.
Lembro daquela música sorumbática: "(...)As folhas caem, mortas como eu...quando olho no espelho, estou ficando velho e acabado..." Definitivamente não é o meu caso, vale salientar. Ao contrário das marcas que erigem caminhos tortuosos e permeados pela dor translúcida nas vidas de muitos, as minhas são a materialização concreta do significado da expressão Carpe Diem.
Talvez as mesmas marcas que resolveram chamar os poetas alencarinos Jorge Maia e Nato Lopes, de "Estrias", numa tarde de devaneios enevoados.
Nunca dei muita importância à passagem terrana de nossos espíritos, porque a julgo uma experiência infinitamente inferior à importância dos mesmos. Não penso assim por nenhuma robustez teórica, mas tão somente deduções empíricas que cheguei após verificar em trinta e um anos de divagações metafísicas, que o hiato de certeza é a única convicção que me permito em meu ceticismo.
E penso no Poetinha Vinícius (ah, que nome, Vinícius de Moraes! Tanta saudade, tanta ansiedade...) quando vaticinava em suas músicas: "A vida não é mole não meu irmão...é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.". O mesmo Poetinha que discorreu sobre a partida e tristreza da saudade em "Samba de Orly", criada à benção da criatividade de Toquinho e Chico, que me fez lembrar agora dos amigos Chuck, Illa, e Natércia, dos primos Leonardo e Marina e de tantos outros que em algum momento ficaram longe da gente: "Vai, meu irmão, pega esse avião, você tem razão de fugir assim, desse frio, mas beija o meu Rio de Janeiro antes que o aventureiro lance mão..."
Lembro também em meus tenros anos de colégio, nos idos do Farias Brito, que uma colega me solapava os anseios juvenis, alegando que nossos encontros eram impossíveis. Seu nome se perdeu nos percalços do tempo...karine? Michele? Não, era Cristine...(como poderia esquecer o nome da mulher outrora amada? imperdoável seria) Então eu construi uma poesia, "Impossível", hoje perdida nos alfarrábios que o tempo consome. Essa poesia lembrava que antes, também se julgava impossível a conquista da lua, dos confins do espaço, sobreviver à navegação do abismo da linha do horizonte nos mares bravios e desconhecidos, o dissecar do átomo...
Mas um dia, quando restou possível o impóssível, capitulei, visto que os risíveis amores impossíveis são permeados pela incerteza da realidade.
E vi a Kathleen Turner num filme recente, bem diferente da atriz cuja arrebatadora beleza me chamou a atenção em "Tudo Por Uma Esmeralda" e "Corpos Ardentes", talvez isso tenha me despertado que daqui a duas décadas, enfim, em pouco tempo, eu também estarei circulando pelos cinquenta e poucos anos, pois é indelével a certeza de que quanto mais saborosa a experiência, mais célere é o cavalgar dos dias. E quando estiver beirando os tais Sixty-Four do clássico Beatle, eu quero estar me deliciando com tudo que não deixei de fazer, me arrependendo de muito pouco.
Let me Take You Down, coz i´m going to Strawberry Fields, nothing is real...and nothing is gonna change my world!

E la nave va...
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Solitária Mente

Percebo, contemplando o horizonte brumoso, uma tarde que se esvai com os tempos novembros.
O ir-se da réstia de mar, no sobreviver às colunas de escuridão que já apontam ao crepúsculo.
Efêmeros, últimos raios, soturna e lentamente abandonam vagas verdes vagas da água marinha.
Materializando a cor dos teus olhos nos recantos da noite que acontece enigmática num instante.
As voltas do tempo antecipam chegar o final sem começo, enquanto durmo à melodia só tua.
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Mon Dieu... se bem que nós temos em comum uma característica física deveras marcante...




Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia


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Segunda-feira - A semana começa ao som de Sonho Impossível, na versão de Chico Buarque/Ruy Guerra e voz de Maria Betânia. Aliás, um dos mais belos momentos da propaganda eleitoral do Lula, adveio justamente das cenas em que o pano-de-fundo era essa música.
Falando em Ruy Guerra, lembro que o Diretor de Kuarup, Ópera do Malandro e do clássico Os Cafajestes, dentre vários outros filmes, também se revela um ótimo compositor. Não à toa, ele também foi responsável por uma outra obra-prima do cancioneiro tupiniquim, Tatuagem, mais um fruto da parceria com Chico.

Post Scriptum: Meu sinceros agradecimentos ao Primo Germano, pela dica de como abrir um arquivo mid aqui no Anomia.
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Momento Mateus - Enquanto aguardávamos a hora de seguir ao massacre à equipe Anapolina, sugeri ao Mateus a criação de um novo momento seu no Anomia. O tema para o novo MM me havia ocorrido minutos antes, enquanto dirigia absorto em preocupações futebolísticas. Ao chegar, juntamente com o intrépido JP, ao Skina do Baião, lá encontrei além do Mateus, as diletas companhias: Veras, Gustavo, Peter Gabriel e seu irmão (cujo nome esqueci agora), Barbra, Larissa, Zé Carlos e uma alvinegra (que tb esqueci-lhe o nome). Enfim, o tema é o seguinte: O que você faria, pelo menos uma vez na vida, se tivesse certeza que ninguém mais - além de você - veria ou tomaria conhecimento? Bem, eu confesso logo meu ingênuo desejo, que foi justamente o mote à criação deste novo Momento Mateus, visto que não tive coragem de fazer porque estava dirigindo numa avenida apinhada de gente - Jogar lixo na rua pela janela do carro uma vez na vida (eu juro que nunca fiz isso).
Bem, quanto ao Mateus em si, o desejo secreto dele - segundo o Veras, saliente-se - é o de pôr fim à saga do famígero associado Wallace...

Post Scriptum: As hostes alvinegras vibraram com o desempenho de sua Armada.
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Início do Fim

Uma bela manhã espalha um sol democrático à toda Capital do Ceará.
Sábado de futebol, música, cerveja, amigos e muitos devaneios.
O fim-de-semana já começou, muito embora nada teve seu início...
Arrependimentos, devaneios, medos e tênues esperanças.
Dia de rumar ao Coliseu Alencarino à imensa massa alvinegra.
E mesmo que por um tênue segundo, imerso no idílico caos...
Fugir do ilogismo futebolístico e pensar no alguém bem distante.
E a semana há de terminar como já começou, lenta e saborosa.
Porque "la cidade du soleil" instiga os corpos suados da gente.
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Labirintos

Eu vejo à parede do escritório a Casa Amarela de Van Gogh.
Penso nos labirintos que inundam a nossa mente.
Nos tortuosos caminhos que me impedem o decifrar-te.
Tivesse eu coragem de te confessar o meu desejo.
Do Tímido beijo que nunca roubar-te-ei à noite.
A mesma cor amarela da Casa do Benfica.
São labirintos mundanos que direcionam à mesma arte.
Navego trôpego nos desencontros da tua beleza.
À parede do escritório eu vejo os teus olhos.
Numa tarde atribulada eu leio os teus medos.
Apaixono-me reticente percebendo-te desnuda.
Mesmo sabendo que nasce morto o amor vesperal.
À insensatez do crepúsculo solar, vou capitulando.
Enquanto adentro na Casa Amarela de Van Gogh.
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