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sexta-feira, dezembro 26

Crônico em Fortaleza - Tudo como dantes no reino de abrantes...
Acho que é tempo de desempoeirar este espaço anômico. A letargia que me ataca em Fortal tem dessas coisas. Acho que também preciso de dois anos sabáticos em Sampa, pois aqui em Fortal, tirando rever a família, amigos etc e tals, me parece que pouca coisa muda em nossa Cidade maravilhosa.

Fico, portanto, imerso em divagações extemporâneas, aguardando a data de retorno a Sampa.
Aliás, como sou grato a São Paulo. Sinto-me magoado quando os próprios paulistas desfazem tanto da sua - deles e nossa - Cidade. Sampa é muito mais do que imaginamos e muito menos do que esperamos, é verdade. A César o que é de César, entretanto.
Foi - e é ela - quem cuida de meu querido rebento, o Poetinha Vinícius que tão bem tratado foi por aquela Cidade. É dela a naturalidade de meu caçula, estampada em sua Certidão de Nascimento.

E eu fico perdido, aqui em Fortal, a lembrar dos cantos e recantos paulistas. Dos infindáveis botequins de Moema. Do Ibirapuera e do monóxido de carbono que os inunda.
Sampa é tudo isso e muito mais.

Aqui em Fortaleza, sei que há uma praia distante. Mas eu preferia estar emerso no ar não tão puro da megalópole paulistana. Jogue a primeira pedra quem nunca foi saudoso de sentir-se perdido.

Eu que me encontrei, anseio por me perder novamente, no colo solitário e tão prazeroso de minha família de cinco. Em Sampa os encontro de novo. Por enquanto, não posso sê-lo tão egoísta e os reparto com os outros tantos saudosos.

E viva São Paulo...

Porque escrevo

Cada um tem a sua terapia. Há os que correm, pintam, cantam... Minha maior terapia é escrever. Posso ser o que sou, o que nu...