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Cada um tem a sua terapia.
Há os que correm, pintam, cantam...
Minha maior terapia é escrever.
Posso ser o que sou, o que nunca foi, o que não vou ser e até o que serei, em meio às letras, frases e elipses de um texto.
Posso ser nada ou tudo, enquanto navego imprecisamente pelos vernáculos e seus vagalhões infinitos.
Interjeições, metáforas, interrogações e sua tantas reticências.
Escrever é explorar a própria alma.

É por isso que escrevo e algo mais além...

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(Texto escrito em 2009, antes do Ceará confirmar o acesso de volta à Série A, após mais de 14 anos).

Tiquinho Voltou ao Gramado do Castelão – Um jogo suado, esquisito, brigado. Lá estava o meu Ceará, lutando para, finalmente, voltar de onde não devia ter saído nunca. Quase duas décadas depois, o bravio time alvinegro enfrentava o Guarani de Campinas, em solo alencarino, para garantir o acesso à primeira divisáo do Brasileiro.

Não preciso dizer do meu amor pelo alvinegro, já estampado aqui neste blog por várias vezes. Dele já fui dirigente, advogado, além do torcedor e conselheiro que sou até hoje. A lembrança de torcer Ceará dista do ano de 1978, então com seis anos, quando lembro que meu pai desfilou comigo na sede Central de Fortaleza, do extinto BEC – Banco do Estado do Ceará, quebrando os protocolos normais que me iluminavam a doce infância. Eu, com a camisa do Ceará, carregado em seus ombros. Não existia cansaço nem tempo ruim, principalmente nos ombros de meu pai, daquele momento ímpar que foi talvez o definitivo pelo amor ao Ceará. Andamos pelas ruas do Centro até chegar na agência onde ele trabalhava, saudando os torcedores e brincando com os adversários, no dia seguinte à conquista do título Estadual de 1978. Meu pai, mais do que feliz e irradiante pelo Tetracampeonato do Ceará, incansável na celebração da vitória, carregou nos ombros, além do próprio filho, um amor que nem mesmo a gente consegue explicar bem até hoje.  Até ali, embora o título de 1915-1919 já tivesse sido conquistado, ainda não restava homologado, coisa que só foi no ano passado. Aliás, de cuja tarefa me orgulho de ter ajudado, ainda como Diretor Jurídico, juntando as documentações necessárias nos arquivos públicos e dando continuidade a um desejo quase secular. Depois coube ao meu sucessor e amigo, de quem me orgulho de ter indicado, Dr. Clarke Leitão, juntamente com outros ilustres colegas alvinegros, o ingresso  na Justiça Desportiva para o esperado reconhecimento (mas isto já é outra estória, para outro texto).
Pois bem, naquele ano de 1978, um gol do atacante Tiquinho, deu ao Ceará o Tetracampeonato em cima do maior rival, o Fortaleza Esporte Clube. Daí a importância do Tetra nos meus alfarrábios mentais. Digamos que uma quarta geração de alvinegros (meu avó materno, meu pai, este que vos escreve e meus filhos), já merecia um retorno à Série A do Brasileiro. Aqui mesmo, conversando com meu filho mais velho, no alto, também, dos 06 (seis) anos de idade, ele me perguntava porque o nosso time não enfrentava costumeiramente os times de São Paulo, tão badalados pela mídia. Lembro que por mais que explicasse, não conseguia de fato, nem mesmo apelando ao manco psicológico de que nunca tínhamos caído para a Terceira, estávamos lá “empacados” na segundona. Não, isso não me consolava, muito menos explicava ao primogênito, o porquê de um orgulho bobo de comemorar tanto um não insucesso em vez da sonhada subida.
Falta, claro, o acesso à série A, agora tão próximo, tão ali na esquina. Pois ontem, todas essas emoções me afloraram à pele, aqui nesta distante São Paulo. Em campo, o Guarani e o seu iluminado goleiro Douglas, veio decidido a adiar nossa festa. Estádio lotado, jogadores nervosos, apagões de luz, foi uma partida que teve quase de tudo. Após o segundo gol da equipe Campineira, os temores de que poderíamos continuar na série B, voltaram a me afligir. Alguns torcedores saindo antes do final da partida me deixaram mais apreensivo ainda.
Em campo, dois jogadores que represento, em uma de minhas facetas profissionais cujo amor pelo futebol me levou a misturar-me mais ainda com a maior paixão do brasileiro, ao enveredar também pela profissão de empresário e procurador de atletas. Lá estavam eles:  Mota, no ataque, talvez o jogador mais apaixonado por um time que já tive notícia, desde quando o conheci vi que o amor pelo Ceará Sporting Club era também compartilhado por ele, o que foi comprovado agora, quando tinha todas portas abertas, após uma temporada de sucessos em escala no exterior, abriu mão de várias propostas para voltar ao clube de Porangabuçú. Ele, aliás, um dos maiores guerreiros em campo que já pude conhecer. No banco, Arlindo Maracanã, de que admiro tanto a experiência, além da amizade que nutro por ele, não era opção nos planos do treinador Alvinegro naquele momento, embora seja uma arma estratégica quando acionado.
Voltando ao jogo, até o segundo gol do Guarani, portanto, ainda nutria as esperanças, mas já preocupado com o fantasma de mais uma segundona. Até que num lance do ala alvinegro, a bola chutada passa perto de Mota, em direção à meta do Guarani. O chute, nem tão forte assim, precisava de um toque a mais. Mota quase toca nela, mas a pelota passa em direção ao gol. Não sei de onde veio, se veio, mas uma curva mágica, daquelas que times iluminados, só eles tem, fez o quase invencível Douglas deixar passar aquele gol. Empate! Final de jogo com um ponto que certamente será o nosso pontinho da classificação, coroando a fantástica campanha até agora empreendida pelo Ceará. Naquele momento, me veio à mente que se tratava de um verdadeiro gol espírita. No mesmo estádio e gramado que consagrou o herói alvinegro Tiquinho, pensei nele dando aquele toque final de que tanto precisávamos, desviando a bola para dentro das redes adversárias, ajudando mais uma vez o time que tanto amou.
Tiquinho teve um final de vida que não mereceu, muito sofrido, pelo que tive notícia aqui minha temporada paulistana. Mas, nosso herói alvinegro,  enquanto viveu, o fez às glórias de seu maior gol em 1978, o mesmo que tanto alinenta a minha lembrança, como a de tantos outros.
Espero que o gol de ontem, tenha sido também o gol da nosa classificação, que há de ser confirmada, quis Deus e o destino, aqui nesta São Paulo, onde se voltarão no próximo sábado os olhos e corações dos alvinegros espalhados pelo mundo. Tiquinho, que você descanse em paz e que nosso glorioso Ceará Sporting Club, o Vozão de Porangabuçu e sua armada alvinegra, conquiste o seu direito de voltar à chamada elite do futebol brasileiro! Ave, Ceará!!!!



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Retratos da Vida – Meu pensamento trafega entre os ares cálidos alencarinos e os pampas do Sul. Minha alma acompanha, e pensa nos verdes mares, nos verdes campos, nos verdes olhos da mulher que mira à distância minha íris, distantes. À mesma cor que percorre de cor os mares de minha terra. Se há mares, se amares…
Em tantas planícies, em tantos lugares, alhures, algures, algozes de minha alma que ruma errante nos cantos do mundo, teus olhos inebriantes me dissipam a noite de “fog” e a dor lancinante.
No vídeo, Claude Lelouch baila sua arte à sétima proporção dos acordes de Ravel, Retratos da Vida me emociona os olhos cansados, notívagos, tristonhos. Um Bolero ao fim da noite me faz lembrar de você, enquanto minha saudade vaga, clemente, entre os mares do norte e os pampas do sul, sem norte ao sul, quiçá, assaz de sorte ao norte, tão cru. Le Grand Cru et mon amour, ne pas possible…
A vida claudicante, errante, nascente e crescente, trafega entre nossos polos, mas de tudo que me aflige a alma que escorre pelas ladeiras da Liberdade paulistana, somente me aguça a curiosidade o refletir no porquê de meu sono perder o rítmo às noites, ao ver em sonho o verde de teus olhos indecentes.

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Poli Sans Grafia

Poli sans grafia. Polissonografia.
Sono, sonho. Na antiga grécia, ágora de Deuses, reinava Morfeu.
Deus dos sonhos. Uníssonos, sonhos. Unidos no sonho.
Na grafia do exame, meço meus sonhos. À mente, não mente.
Na mitologia não sou ateu. Sonolentamente.
Em meus sonhos você apareceu, sorrateiramente.
Panis et circenses. Não, obrigado. Digo educadamente.
Em meio às tantas cifras e relituras, traduz meu sono, somente.
Explicadamente, diz que só eu, sonhei. Sorrateiramente.
Em meio às tantas crifras e releituras, eu vejo teu rosto.
Despudoradamente, no sonho que tive ao sono, sozinho.
Polianamente, tu surge em meu solo, solitariamente.
Teu lindo rosto, marcado para sempre, num exame.
Éter na mente, eternamente. Poligrafias em meu sono, sonho.
Sonho, sono. Na antiga grécia, ágora de Deuses, reinava Morfeu.
Poli sans grafia. Polissonografia.


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