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Amanhecer-te

"A coisa mais linda desse mundo", já disse o embriagado Jobim em uma gravação caseira com Chico, devidamente eternizada no cd que guardo na estante companheira...
Embora o cenário seja outro, ouso repetir-lhe a frase.
Pois hoje, o amanhecer vem embaralhado com uma chuva torrencial. A nesga de manhã que restará incólume dentro de poucos minutos, parece inerte ante a grandiosidade dos vagalhões que advém do céu cinzento.
E a ébria testemunha disso tudo, amalgamando-se com os cheiros e barulhos que a chuva traz. E os encantos também...
Eu a imaginar o quão maravilhoso seria o que há de ser o amanhecer-te.


Aurora, agora - Photo by Emerson Damasceno, Fort/CE, 2003
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Antonio Carlos Jobim
e Vinícius de Moraes
1957


Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você.
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Round Midnight - O Começo do Fim - O Cenário: Noite Afora, lúdico bar em Fortaleza/CE, em cujo solo repousam, além das tradicionais mesas de devaneios etílicos e gastronômicos, várias outras de sinuca. Os seus frequentadores dividem-se entre os jogos e um chope gelado acompanhado de uma simpática música ao vivo. De quebra, o letárgico e infelizmente obrigatório observar dos bólidos que trafegam por uma das vias mais movimentadas da capital alencarina. Em seu âmago, de vez em quando a atenção masculina é seqüestrada pela beleza inefável das freqüentadoras, pois muitas se lançam em disputadas partidas de bilhar devidamente indumentadas em modelitos que favorecem o súbito descontrole do raciocínio de seus pretensos algozes de mesa, amealhando olhares furtivos e buliçosos de uma platéia embasbacada.
As personagens à mesa de chope: Vanessa, Fábio, Leonardo, Paulo Germano, Carol, João Wilson e este humilde escriba.
Os respectivos coadjuvantes: O amor, o sorriso, a perspicácia, a doçura, a alegria, a leveza, a dúvida. Além disso, há música.
O enredo: Após ter meus sentidos admoestados pela beleza em seu estado mais puro, destilando-se homeopaticamente em olhares e movimentos lentos e graciosos, entre um embate e mais outro, locupletando-se dos meus sentidos mais retos, sou arrebatado pelos acordes da música que preenche os espaços vazios de minha combalida mente. Ávida e tropegamente, tento buscar-lhe, mesmo num galope paradoxal, a frase que me encanta sempre que a ouço. Não consigo, pois confundia-lhe a fonte com "Vento no Litoral". A regra número um para se chegar ao começo do fim de um relacionamento está contida na letra desa música, tergiverso aflito. Reflito em verso e até em prosa mas não desembaraço minhas lembranças, torturado que estou pelo seu olhar pérfido que me desnudava a máscara cansada de guerras. "Andréa Dória", murmurava-se bem longe a voz da unanimidade que me ladeava à mesa, demonstrando não ser burra, embora rodriguiana a seleta turma que fitava-me a lenta imersão solidária com o título musical. Procurava ajuda na lua que se escondia entre os pilares do prédio distante, na réstia de espaço que ainda lhe é permitida a aparição meteórica. "Alguém que depois não use o que eu disse contra mim..." surge numa imaginária simbiose de letras e notas musicais enquanto, já no carro, embalado pelo coro que havia ouvido em uníssono dos meus cúmplices notívagos, eu percebo que há mais música num único olhar, do que muitas vezes o há em toda uma canção.
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Back in The USSR


Photo by AFP
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Sai Karl Marx, entra Mike Myers - O que o tempo não faz...


Capa original de Sgt. Pepper´s, by Peter Blake
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Sax & Cinzas do Entardecer - Um inconfundível som de sax irrompeu os ares neste entardecer quente de maio. Advindo de algum edifício vizinho, chegou como uma massagem nos tímpanos cansados de tanto barulho, acompanhando o enfraquecer do dia e os pássaros que desfilavam no tom cinzento do céu encabulado pela noite. Somente capitulou após o epílogo solar, cujas cinzas ainda bailavam no firmamento em vários matizes, emolduradas pelo ritmo pulsante da música que foi fraquejando e cedendo lugar às buzinas e sirenes dos carros que se atracavam nas ruas e avenidas da pequena Fortaleza. O belo, quase sempre, é tão efêmero...
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Sons Noturnos - E o que há de ser falado além disso sobre o ontem que já se foi?

Pouco coisa, afinal são infindáveis as bolas de sinuca que não encontram suas bocas.
E também inúmeros corações despedaçados que não vêem seus saudosos algozes.
São gotículas na chuva a misturar prazer e tortura numa quente noite sonora.
Loucuras de Amor impossível a rondar uma festa distante que o vizinho fez.
E toda a rua olhou. E todos os moradores, mesmo os tristes aplaudiram.
De seus edifícios numa Visconde de Mauá que trilha sua beleza.
A banda que não passou só restava estacionada num carro.
E os fogos antecederam Roberto Carlos.
E todos bateram palmas, até sozinhos.
Uma rua que só se chama.
Uma rua só, Solidão
Sonhos à lua.
Nua, tua.
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Elucubrações Serranas - Em retornando à selva de concreto, advindo de uma região serrana onde muitos restam imersos em seus pensamentos, me deparo com o mar de luzes que aflora dos edifícios vizinhos. As pequenas partes de um todo chamado mundo. Pointless? Não acho, apesar dos pesares tantos. A parca poesia que irrompe nossos corações emoldurados de concreto não passa do ato de buscar-se poetisar o que há de belo no mundo da natureza. Do luar do sertão ao banho de chuva. E, talvez, felizes daqueles que conseguem enxergar algo de poético no mundo de hoje. Beleza questionável porque dialética, mas que me perdõem os céticos, pois nos parece fundamental. Mesmo num mundo às cegas de lirismo e paixão. Carpe diem, hermanos...



I´m the King of The Bongo Bong - E por falar mais uma vez em no fim de semana próximo passado, um breve intermezzo de vida, vislumbro que além do mirar-se no cosmos ao som de Bongo Bong, houve pouca coisa. Ou, parafraseando o autor de Contato, Carl Sagan, - que me foi lembrado recentemente pelo CP do primo Germano, há bilhões e bilhões de estrelas além-mar. Aliás, se quiser, ouça Bongo Bong.
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E por Falar em Sétima... - Quem assiste à cena inicial de A Marca da Maldade ( Touch of Evil ), depara-se com um dos mais impressionantes travellings da história do Cinema. Fantástico. Só poderia mesmo ser fruto da prodigiosa mente de Orson Rosebud Welles. É um dos meus noir prediletos.

À Pasárgada vou-me - Hasta domingo amigos!
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Fiat Lux - O ocaso da lua por alguns fragmentos de tempo, logo mais, nos unirá em torno de uma das atividades mais antigas e letárgicas da humanidade: o observar do cosmos. Habemus eclipse, pois não. Ver-te lua, em sua indumentária celeste, em se afastando de nossos olhares, me revelará mais ainda, num espetáculo paradoxal da natureza. Um Eclipse Oculto aos céus de muitos, mas nuestro privilégio. Los Hermanos em uníssono na Latinoamerica hão de contemplar-te à cumplicidade desapercebida. Hasta la victoria siempre? Gargalhadas e Lágrimas...

Querendo, ouça um excerto do Eclipse.
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Desejos Au Plein Soleil de Maio - Tudo o que eu queria agora era estar ao seu lado. À penumbra, teu rosto colado ao meu. A voz de Billie Holiday murmurando As Time Goes By. Um velho Bordeaux a ser apreciado. Um luar que teima em mostrar-se aos poucos, a desnudar a noite que se aproxima e o mistérios em teus olhos verdes como as vagas marinhas, cujo som, repousa pouco distante. E a areia da praia a deslizar por entre nós, como a vida que passa lentamente em meus sonhos. Enquanto no horizonte o crepúsculo solar diz-se adeus.
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Instantes Musicais - A Semana inicia-se com Beatriz, música de Chico Buarque e Edu Lobo. A Letra de Beatriz é um açoite em meus devaneios perdidos num fim de tarde. É um presente, meu presente. Versos que gostaria de ter escrito.

Beatriz
(Edu Lobo - Chico Buarque)
Para o balé O grande circo místico, 1982

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
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Ser Mãe é Não Caber em Uma Frase - Quem bem me conhece sabe que não me rendo fácil a determinadas datas comemorativas, principalmente àquelas que são, muitas vezes, desvirtuadas por interesses meramente comerciais. Mas hoje não é o caso e dedico a frase acima, recém-criada, a todas as mães deste planetinha azul.

Logo abaixo transcrevo um acróstico dedicado ao dia internacional da mulher, escrito em 08 de março de 1994, que bem traduz uma pequena fração da beleza de gerar a vida:

Tributo ao Dia que deveria ser Todos:

Momentos de dor...
Unem-se aos espasmos de luz em vida.
Levas, mesmo sofrida, infindo amor.
Hoje vou compor à tua grandeza,
Em ser mãe, em ser de una beleza,
Reluzindo em cor, uma flor de margarida.

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O Poético Cosmos Olha por Nós - Do capítulo das imagens que falam por si. Noticiada pelo Uol, a nebulosa distante a 650 anos-luz do nosso planetinha azul é nosso guardião metafórico dos céus. Ave, cosmos!


Nasa/ESA
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Reality Shows, The Sims e Otras Cositas Más... - Eu já comentei aqui anteriormente sobre os shows televisivos pretensamente inspirados no famoso romance de George Orwell. Parece que o grande "barato" que nos querem empurrar no início de século é apreciar um paradoxal espelho diante das telas de tv, diante de nossos olhos. Consumismo desenfreado, vidas descartáveis, relacionamentos idem e guerras virtuais são algumas das novas personagens que advém do espelho nosso de cada dia. Hoje, me chama a atenção uma notícia do UOL sobre a nova versão do jogo The Sims - uma febre que retrata a vida de alguns "tomagoshi" binários no real estilo american way of life e já possui algumas centenas de milhares de adeptos pelo nosso planetinha - mostra que o jogo poderá ser apreciado "ad aeternum" pelo usuário do simulador de vida. A simbologia é irrefutável, pois o paradoxal espelho que nos observa é o verdadeiro algoz de um público cada vez mais enclausurado.
Os reality shows e os seus personagens ou bonequinhos de plantão que me perdõem,mas a beleza da vida ao vivo me parece fundamental. Quer seja a emoção que há em um abraço apertado ou um beijo em "slow motion", quer seja um encontro de olhares ou um enlace de corpos, tudo isso não é mensurável.
A tônica do novo cotidiano parece ser o viver virtual. Por isso eu sempre destaco por aqui o grande show global que é despejado pela grande dama nua. Aquela mesma que com uma agulha de dor, amor, em meu coração tatua...:

Convite ao nosso encontro de hoje:

Primeiro, ela não se revelou por inteiro, pudicamente foi chegando remansosa.
Em pequenos espasmos de luz, fui sentindo o seu gosto, sua beleza.
Fui corrompido em minha retidão pelo seu charme sem par.
Mansidão que me envolveu num átimo. Companheira, até os confins.
E me chegou toda, desposei-me com ela em minha elucubrações.
Ela me confessa que irá mostrar-se hoje, novamente.
E eu vos convido a desfrutar desse espetáculo, que por poucos segundos é só nosso.
E nada mais "reality" nesse show tão global, que é o seu despertar desnuda.
Nascer que há de ser compartilhado pelos libertos.
Mesmo que distantes, estamos todos em sua sintonia.
Usurpa, do sol, raios que espelha em nossas mentes inférteis.
Lua eu te aguardo hoje em tua gênese.
Convido a todos. Sejamos espectadores passageiros por um minuto!
Quando passarmos, ela há de nos observar. Mas hoje, é só nossa.
Lua cheia, luar que ela me prometeu.
Paremos nossas máquinas, observemos o cosmos.
Divido com todos esse nascer de hoje. Festejêmo-la!

E la nave va...
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O Gladiador Paul - McCartney tocará no Coliseu de Roma. Embora meu favorito Beatle seja o John, quisera eu estar no seleto grupo de 400 pessoas na platéia.


Photo by AFP

Em Fortaleza, Rubber Soul e Remember Beatles - Já em nossa Capital alencarina, nossas melhores bandas de Beatles "cover" unem-se para homenagear os FabFour. Aliás, os Beatles comemoram em 2003 o aniversário de 40 anos de Please Please Me. É um desses encontros que beatlemaníaco nenhum deixa passar em branco. Eu, infelizmente, vou ter que fazê-lo, pois viajo na sexta-feira próxima, mas estarei presente nas músicas. Ave, Beatles!

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Para não dizer que não falei de Cores - Cores da Serra de Guramiranga, um dos lugares mais aprazíveis no Estado do Ceará. Meu destino no fim-de-semana. Dos versos que fluem das entrelinhas da paráfrase que sei de cor. As Cores que contrastam com o cinza que predomina na feia fumaça que sobe apagando as estrelas. Lá onde as estrelas se mostram despudoradas às retinas da gente. À paisagem colorida por personas tão ricas e amigas.
Do Azul que há no céu e nos teus verdes olhos a refletir também as vagas vagas marinhas do mar tão distante. Do mar...imaginário do universo de nós dois. Das cores das folhas e das aves que passam em música e em verso. Dos bólidos díspares-em-cor que bailam à mesa de jogos, cujo verde pano testemunha e acolhe os corpos derrotados que desfilam sobre seus alicerces. Das frutas e das águas tranqüilas que inundam os sonos e sonhos de quem as desfruta. Do verde que vai ficando para trás na estrada escura que nos envolve a tez branca e morena no retorno à azáfama nossa de cada dia.




Post Scriptum: Encontrei a bela foto acima, tirada do Pico Alto em Guaramiranga, no site de Daniela Pierre, o qual encontrei através de uma busca no Yahoo.

Emudece a Arte - Há pouco, Mauro Rasi partia e deixava o teatro de luto. Agora, nos deixa o poeta Waly Salomão. Aos espasmos, parece que a nossa boa arte vai emudecendo. Mas a arte deixada por eles e por tantos outros que partiram - como Vinícius, Lennon e Tom Jobim - eterniza-se e se procria sempre que é lembrada. Assim sendo, o verborrágico e saudoso Salomão fala por si na letra de Vapor Barato, feita em parceria com Jards Macalé. Poeta, parla! :

Vapor Barato
(Jards Macalé – Waly Salomão)

Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu não acredito mais em você
Com minhas calças vermelhas
Meu casaco de general
Cheio de anéis
Vou descendo por todas as ruas
E vou tomar aquele velho navio
Eu não preciso de muito dinheiro
(Graças a Deus)
E não me importa, honey

Oh, minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, minha honey baby
Baby, honey baby

Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu tô indo embora
Talvez eu volte
Um dia eu volto (quem sabe)
Mas eu quero esquece-la (eu preciso)
Ah, minha grande
Ah, minha pequena
Ah, minha grande obsessão

Oh, minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, minha honey baby
Baby, honey baby…


Para ouvir Vapor Barato na voz de Gal Costa e Zeca Baleiro, o Uol Música a disponibilizou aqui.
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Chuva e Benção

As gélidas águas que insistem em derramar tragédias do céu à despreparada Fortaleza transformam nosso cenário num quadro que mescla melancolia e beleza. A interdependência dos opostos, será? E la nave va...

Ontem, em navegando pelo excelente sítio do Nonato Albuquerque, Antena Paranóica, me deparei com uma hilariante definição, em forma de desenho, acerca das diferenças que há entre homens e mulheres. Embora a citação possa me render uma acusação de machista, não hei de ser acusado de falta de bom humor. Isso me lembra também os versos de Vinícius em Samba da Benção. Embora não concorde à plenitude com sua visão do imaginário feminino, haja vista a caracterização ateniense das mulheres - seria Chico, Meus Caros Amigos? - não se olvide à beleza dos versos do poetinha:

Senão é como amar uma mulher só linda. E daí?
Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza
Qualquer coisa que sofre / Qualquer coisa que chora /
Qualquer coisa que sente saudade/Um molejo de amor
machucado / Uma tristeza que vem da beleza /
De se saber mulher / Feita apenas para amar /
Para sofrer pelo seu amor / E para ser só perdão


(Excerto de Samba da Benção, Vinícius de Moraes e Baden Powell)

Um sociedade onde o seu norte é um auto-patrulhamento irascível, nos impede de brincar com a chuva poética do dia-a-dia e me faz repensar o gostar dos versos de Vinícius. Deixa estar, ou melhor, seguindo o mesmo diapasão, Let it Be e Carpe Diem!

Rogaciano Leite Filho e o Antena Paranóica - Voltando ao Antena Paranóica, seu título, salvo engano (com a palavra final o seu ilustre autor), adveio da frase dita por um equivocado deputado alencarino. Tal frase tornou-se célebre em função da genialidade do saudoso jornalista Rogaciano Leite Filho em sua coluna no Jornal O Povo, há cerca de quinze anos. Eu me recordo que um dia, ainda em minha fase de pré-boemia, encontrei o jornalista no Estoril - então o melhor recanto boêmio em Fortaleza/CE - e lancei-lhe a pergunta sobre a real identidade do deputado (nunca revelada em sua coluna). Eu devia ter uns dezoito anos e acabara de migrar nos rumos do Curso de Jornalismo na UFC. Já me sentia, portanto - arrimado na petulância jovial que descerrava a timidez notória, algumas doses a mais de combustível etílico e a motivação da recém-aprovação no vestibular - um verdadeiro colega do irônico escritor e por consegüinte, devidamente autorizado para discussões jornalísticas. Recordo que, à resposta dada por Rogaciano, a lembrança do nome do parlamentar mencionado somente sobreviveu durante aquela noite. In vino veritas? Nem tanto, pois até hoje não recordo o nome do deputado...

Working Class Beatles - Ontem aproveitei o feriado de 1º de Maio para assistir a alguns capítulos do Anthology. É chover no molhado elogiar o trabalho e dizer-lhe da sensação de alegria e pura nostalgia. Poucas linhas pouco descrevem. Muitas, talvez quase nada. É ver e sentir.

Amigo do Rei - Vou-me à Pasárgada onde o rei me acolhe e me confidencia amizade. Ave, amigos! Hasta segunda-feira...
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