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A eternidade que há em um segundo (o sabor do tempo):

Relembro uma frase dita pelo meu grande amigo e genitor, ao despedir-se de um grupo de amigas que regressavam à sua terra natal, após tê-las ciceroneado pela noite alencarina: "Essa pode ser a última vez que nos veremos em toda nossa vida". A frase foi de logo refutada pelas turistas, tendo tal fato ocorrido há uns quinze anos. Na ocasião, meu pai explicou-lhes que, apesar do desejo de voltar a visitar Fortaleza, por inúmeros motivos que a própria razão desconhece, os percalços e rumos da vida poderiam evitar que eles se encontrassem novamente. Todos riram e refutaram a possibilidade, prometendo reencontrar-se logo na próxima temporada de férias. Resumo da ópera: Perderam completamente o contato.

Esse fato me transfere a, "O Encontro Marcado", talvez a melhor obra de Fernando Sabino, onde o jovem personagem, Eduardo Marciano, faz um pacto com os seus melhores amigos para que se reencontrem anos depois. O livro é lindo e prova muito do que há de efêmero nos momento eternos de nossas vidas, paradoxos à parte.

O que será que existe, além da marca indelével do sentimento, em nossos momentos? Terão os personagens imortais de Casablanca, vividos por Bogart e Bergman, desfrutado de mais um segundo de amor após a sua despedida célebre? Elucubrações de um notívago romântico...Notívago à madrugada de sábado. Elucubrações várias nessa selva de papel virtual binário...

Eu espero eternos todos os momentos efêmeros que pontuam meu existir. No passado, houve um beijo que foi efêmero, embora eterno por ter sido o último. Embora os mesmos lábios, desatinos e desejos distintos a nortear-lhes o beijo. Um único olhar, imortalizado no tempo. Lindos olhos da amiga. Eterno enquanto efêmero. E eu nem imaginava que aquele primeiro seria o último. Foi único, mas até hoje eu não esqueço. Quão maravilhoso é o sabor do tempo...
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A vida tem dessas coisas....:

Uma pessoa muito especial veio queixar-se de que eu não havia feito nenhum poema para ela (isso, após observar o acróstico feito há uns dez anos para uma ex-namorada, recentemente postado aqui).
Mesmo tentando lembrá-la dos inúmeros e infindáveis pergaminhos que gastei em odes, declarações e acrósticos, ela reiterava que eu pouco, ou quase nada, havia dedicado, em prosa e verso, sobre os meus sentimentos à sua pessoa.
Mas, como o destino prega peças em todos nós, eis que hoje recebo um telefonema seu, dando conta de que encontrara, numa arrumação feita em nossos alfarrábios, uma singela cartinha que eu fiz - e nunca entreguei - há mais de quatro anos.
A declaração de amor, feita em "Algum lugar do atlântico, a caminho de Londres" foi feita por mim na viagem que fiz em 1998 à Copa da França, quando ainda estava dentro do avião cruzando o atlântico. Somente lembrei após revê-la hoje. O motivo de não ter sido entregue, é que eu nunca terminei o texto, e ele restou esquecido dentro de uma de minhas revistas que trago de viagem. Na ocasião, eu rumava à primeira escala, em Londres, e já estava me sentido muito sozinho e saudoso, após cinco horas de vôo.
Eu fiquei até arrepiado quando o li novamente, principalmente neste contexto em que foi encontrado por acaso. É como se eu mesmo conseguisse me desagravar, através de um ato que já havia sido, de há muito, devorado pelo inexorável cavalgar do tempo.
Parece mesmo que a vida gosta de brincar com as pessoas, porque, ao rever o tal pequeno pedaço de papel, inundado de tanto sentimento, resguardado todo esse tempo e somente deixando se mostrar agora, foi como uma resposta à queixa infundada de minha amiga feita na manhã de ontem...
Depois que o lemos, ela me confessou que chorou, entre feliz e arrependida, um pouco. Eu.....quase.... porque homem não chora...principalmente nessas horas... :-)

Parafraseando o ilustre e insone Primo, vos digo: A vida seria trágica, não fosse também, reiteradamente, cômica.
C'est la vie....la dolce Vitta.
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Eu, que estou sleepless in Fortaleza, adoro os versos seguintes:
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Reprise de mais um post, porque hoje é segunda-feira. Como eu também não amo muito as segundas que não caem em feriado, um pouco de poesia (mesmo de qualidade questionável) não mata - até que me provem o contrário - ninguém. Posto isto, segue la Joie de Vivre em quatro tempos (até então):

La joie de vivre:

Bobo romântico e réu-confesso que sou, além de um frustrado poetaço, insisto em uma idéia renitente, acerca do que move a humanidade em seus destinos e conquistas. Uma construção capenga que me permiti fazer, dando conta de que a tal "superestrutura" de Marx, antes de moldar a "infraestrutura" social do Estado, tinha como supedâneo a satisfação da libido. Capenga, haja vista que me foge absoluta competência para discorrer sobre sociologia ou mesmo aprofundar-me nos mistérios da obra Freudiana. Mesmo assim, insisto nesse devaneio Freud-Marxista a me satisfazer as dúvidas dos motivos que levam à buscarem a humanidade algum desiderato.
Por isso, vislumbro ímpar magnitude à paixão, aos deslumbres e à insensatez que permea o amor. Amor é, por si só, pura anomia!
Ontem me lancei em algumas aventuras cinematográficas pelo frame-a-cabo.
Posto isto, apesar da minha hermética atitude de náo abir concessão ao Tim Sam no que tange à Sétima Arte, ontem lembrei-me de algumas exceções feitas. Assistindo novamente ao filme "O Náufrago", de Bob Zemicks, o mesmo diretor de "Back to The Future", retive à retina uma cena que julgo de grande lirismo, onde as personagens de Tom Hanks e Helen Hunter se reencontram numa simbiose metafórica de chuva e lágrimas. Uma pintura em celulóide, onde a analogia à Nona de Ludwig é realizada num átimo. A cena é pautada pela mesma força pulsante que ameaça desaguar numa explosão colossal a qualquer momento. No filme, os deuses banham o casal com as águas-de-março que vertem dos céus e da retina despedaçada das personagens tão bem interpretadas. Em que pese o desempenho dos atores, o roteiro responde pela magia das cores e pelo amálgama de sentimentos que irrompem das imagens direito à retina e mente do espectador. Arrasadora, a cena tem seu ápice na explosão que se insurge contra o desejo e norte da libido. A vida tem dessas coisas, enfim. Totem e tabu.
Outra cena de um filme não menos hollywoodiano, no mesmo diapasão que mistura gotas de lágrima, na bela construção que detona os corações bobamente românticos como o meu, com a expressividade torrencial das chuvas, é produto de "Nascido em Quatro de Julho", de Oliver Stone.
Numa cena que julgo de bela feitura, o personagem corre em busca do seu amor-imperfeito, sua última esperança de salvação. Enfrenta não só a natureza cruel que lhe encharca o raciocínio, como também o próprio medo de ser rejeitado. A cena dita não somente reproduz o medo do personagem, mas além disso, retrata o sinal dos nossos tempos, onde nos deparamos amiúde com a luta contra nossa natureza. Quase sempre a mulher que repousa em nossos amore platônicos está a poucos passos, mas a dorida realidade nos ensina que temos que atravessar toda uma tempestade até chegarmos ao destino desejado. O final irrompe de forma emblemática porque o personagem encontra o seu destino, enfim. Sem fim...
O tempo é o senhor da razão. In casu, ele - o tempo - me furta a liberdade de continuar nesse devaneio da sétima arte.

Por fim, cito uma frase de Oscar Wilde em uma de suas famígeras cartas advindas da época de cárcere:" La joie de vivre foi-se e ela, ao lado da força de vontade, é o fundamento da arte."

C'est la vie.

La Joie de vivre II :

Há coisa mais bela do que o olhar torpente da mulher apaixonada? A cumplicidade da paixão, mesmo que por poucos segundos, o destemor do futuro...

A força de um toque, uno olhar.
Não há nada mais ímpar do que o sentir-se uno, indivisível, mesmo que acompanhado.
A arrebatadora força do olhar da pessoa amada que se distanciou, quando do reencontro, numa onda que ressurge como a fênix.
Os mesmos olhos que tanto amaram e espelharam d'alma ao fundo.Do amor infinito enquanto amor.
Daqueles olhos que me viram amando.
Há coisa mais bela? Eu me confesso...

La joie de vivre III:

Buscar-te no doce sabor da lembrança, sozinho, notívago.
Lembrar-te os momentos sinceros em que o mundo restava inerte, mero espectador.
Saber-te a pérfida roda-viva que admoesta os sentidos trôpegos.
Buscar-lhe sempre à solidão rotineira, amalgamando-te o corpo.
Sentir-te toda, partilhando-te a alma corroída dos sentidos.
Buscar-te no doce sabor da lembrança, sozinho, notívago...

La joie de vivre IV:

O teu buscar no escuro, da luz, a esperança, me corrói os sentidos.
Tua face, à luz lunar, dos olhos saltam faíscas.
A chuva insistente que debate-se ao vidro embaciado da noite.
O mar, não tão distante, mas tão distante dos corpos cansados.
Teu rosto no escuro, nada tão inesquecível, perdido nos idos do andar do tempo.
Eu venero-te, ao clarão dos lampejos e da lua, tão esquecida nesses dez anos.
Teu rosto, teu corpo, tua boca...tão perto no distante emaranhado do labirinto da minha mente...
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Hoje, por dois motivos, edito novamente um texto passado, que fiz em homenagem a Caetano:
A uma, porque eu estou preguiçoso mesmo.
A duas, porque o Caetano merece, além de ter reunido ontem 120 mil pessoas no show comemorativo do seu natalício em Sampa. Hoje, o público deverá ser maior em Copacabana.

[8/5/2002 4:26:46 AM | Anômico Emerson]

Show da Rubber sexta à noite no Empire foi o prenúncio de um ótimo fim-de-semana. Foi, como sempre, catártico. Às desculpas pela insistência na palavra, reitero que o seu (deles) show está cada vez melhor. Pena mesmo é saber que o grande Régis Damasceno poderá desfalcar o quarteto em breve.
A companhia do ilustre beatlemaníaco e Sr.ª, além dos demais amigos e parentes foi um enriquecedor aditivo à noite, que restou novamente um agradável déjà vu musical, apesar de ser rara a execução de Across The Universe nos shows da banda ultimamente.

O bom vinho (tinto) Caetano chega aos sessenta anos biológicos ...e os Deuses, juntamente com o talento ímpar de Geneton Moraes Neto (sempre ele no honroso mister de extrair-lhe os melhores devaneios ) nos trouxeram ótima entrevista no Fantástico hoje de noite. É difícil estar imune a Caetano. Indagado se havia palavra a defini-lo melhor, o Baiano vaticinou: "Não." Após alguns segundos complementa:"Não, é a palavra." Caetano é saboroso... meu Margaux, Petrus predileto. Desde a Tropicália ele é vanguarda e continua a sê-lo.

Eu, um renitente poetaço e romântico deslumbrado que sou, resgato estas mal-traçadas linhas dos idos de Dezembro de 2000:


Saudades

Saudade da nesga de mar que advinha buliçosa
da brecha entre os pilares do prédio vizinho.
Saudade do beijo molhado, do enlace de corpos,
amálgama infinito num meio sem fim.
Saudade do poeta, pretérito Caetano,
não tão light nem clean.
Saudade de mim e de você,
do Jobim, do Chê, do incerto insano.
Saudade da rua, espada nua,
do sono quedado, Praia infinda.
Saudade utópica, telúrico pecado,
do conceito de Deus, além dos confins.
Saudade da réstia de vento que vinha do mar,
da vinha e do tempo a moldar o vinho.


Fortal 22/12/00
Emerson Damasceno
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Convite ao nosso encontro de hoje:

Primeiro, ela não se revelou por inteiro, pudicamente foi chegando remansosa.
Em pequenos espasmos de luz, fui sentindo o seu gosto, sua beleza.
Fui corrompido em minha retidão pelo seu charme sem par.
Mansidão que me envolveu num átimo. Companheira, até os confins.
E me chegou toda, desposei-me com ela em minha elucubrações.
Ela me confessa que irá mostrar-se hoje, novamente.
E eu vos convido a desfrutar desse espetáculo, que por poucos segundos é só nosso.
E nada mais "reality" nesse show tão global, que é o seu despertar desnuda.
Nascer que há de ser compartilhado pelos libertos.
Mesmo que distantes, estamos todos em sua sintonia.
Usurpa, do sol, raios que espelha em nossas mentes inférteis.
Lua eu te aguardo hoje em tua gênese.
Convido a todos. Sejamos espectadores passageiros por um minuto!
Quando passarmos, ela há de nos observar. Mas hoje, é só nossa.
Lua cheia, luar que ela me prometeu.
Paremos nossas máquinas, observemos o cosmos.
Divido com todos esse nascer de hoje. Festejemo-la!

E la nave va...
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Devaneio em intermezzo: A lua cheia, como a de hoje à noite, me acalma à alma. Linda...
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Há Juízes em Fortaleza! - Resposta ao libelo da amiga

Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da __ Vara Cível da Comarca de Fortaleza-CE.

Os Réus, já devidamente qualificados na presente ação indenizatória, vêm à insigne presença de V.Ex.ª, em causa própria, apresentar sua defesa, o que fazem de forma sucinta, com base nos fundamentos fáticos e jurídicos adiante expostos.

Prima facie, faz-se mister lembrar a célebre frase dita por humilde cultivador germânico ao Imperador Romano: "Ainda há Juizes em Berlim". Com a licença à paráfrase, vale dizer que também os há em Fortaleza, motivo pelo qual hão de ser refutados os motivos que norteiam a presente ação, julgando-a improcedente.

No mérito, vale salientar que os Réus, na verdade, não deram causa à embriaguez da Mascote verde-amarelo. Naquele vetusto dia de 20.08.2002, rumando ao estádio palco do jogo comemorativo à conquista do Pentacampeonato brasileiro, os causídicos depararam-se com a famígera Tartaruga largada à própria sorte, caída numa vala nas imediações da beira-mar, em Fortaleza. Ofecerendo-lhe auxílio, perguntaram-lhe do motivo de tanta embriaguez. Mesmo relutante, a pobre criatura disse ter sido abandonada pela amada, uma charmosa advogada alencarina. A fotografia que o bêbado animal conduzia dispensava palavras. Ele cantarolava de forma disrítmica a música Atrás da Porta de Chico Buarque, entrecortando seus acordes com Você é Linda, de Caetano. Era uma verdadeira femme fatale a sua amada. De rara beleza, ostentando um rosto angelical, profundos olhos negros que marcavam com seu mirar indelével. Parecia uma fada saída dos contos Rodriguianos.

Justificável, portanto, o seu temer de que a mascote cometesse um desatino, haja vista estar de coração vultosamente partido. Dessa forma, os Réus decidiram levar a algum local onde a mesma se acalmasse e desistisse de sua ameaça: torcer pelo Paraguai. Incontinenti, rumaram os três para o famoso e tranqüilo Bar do Dé, onde a tartaruguinha pode despejar suas lamúrias amorosas.
Nesse interregno, entretanto, não obstante o hercúleo desiderato dos Réus em suplicar-lhe pela desistência de torcer contra a Seleção Canarinho, a criatura não foi demovida de tal intento.
Na verdade Excelência, após algumas horas num amálgama etílico, os Réus começarama a entender a dor do músculo cardíaco partido que carregava o pequeno animal. As ondas incontroláveis da paixão haviam locupletado-se da sua razão de tartaruga, pondo sua pequena concentração de neurônios-répteis numa convulsão ímpar, a qual culminou com a decisão de torcer pelo Paraguai. Entre uma e outra dose de tequila, gritava o pobre coitado: "Arriba Cucarachos!" O pobre-égua estava demovido de rescindir a hipoteca que dantes havia dado ao time brasileiro como forma de bradar ao mundo sua desilusão amorosa. Amava penhoradamente uma brasileira que lhe partira o coração, enfim.
Após o jogo, após a derrota para o paraguai, estavam os três caídos à mesa, embolados pela catarse etílica.
Num átimo, entretanto, após olhar a fota embaciada que repousava próximo ao rosto, o infeliz réptil retiurou-se em carreira tresloucada, bradando que iria pugnar o perdão à sua amada. Os réus tentaram alcançar-lhe, mas a embriaguez era tanta que começaram a refletir na situação do animal, decidindo que fariam o mesmo em seu lugar, afinal de contas Excelência, só vendo a foto.
Ausente, portanto, a existência de nexo causal entre a a conduta omissiva dos Réus e a leve colisão ocorrida no trânsito alencarino. Há, entretanto, elementos que fundamentem a denunciação à lide da amada do ébrio réptil, nos termos do art. 70 e seguintes do CPC.
Ex positis, vêm requerer a V.Ex.ª digne-se de julgar a presente improcedente, condenando os Autores nas cominações de estilo, mormente no pagamento de honorários advocatícios.
T. em que,
Pedem e esperam deferimento.
Ita Speratur Justitia!

Fortaleza, 22 de Agosto de 2012.

JPD e EMD
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Poema, composto em forma de acróstico em 1993, para Andrea, uma grande amiga:
"
A luz brilha em teus olhos,
Na noite em que a lua é so tua.
Do violão, tirarei mil solos,
Rimando com a branca dama nua.
E você, com uma agulha de dor,
Amor, no meu coração tatua..
"

E la nave va...
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Antes de nortear-me no rumo da festa natalícia do Beócio Serrano (já tramitando há horas no Pecém), alguns espasmos mentais a esmo:

2001, de Kubrick, inesquecível porque une o Strauss vienense de Danúbio Azul e o Strauss Nitzsceheniano de Zarathustra.
O meu maior devaneio intelectual, a construção Marx-Freudiana a definir a economia, é excitante.
Mesmo após tornar-me um balzaquiano, ainda não apreendi a concretude do abstrato que há no existir.
mais emoção em Hamburgo do que em Abbey Road.
O pulso que acredito existir em minhas veias é essencialmente romântico.
mais sentido na insensatez da paixão do que no acordar diário no aguardo do nada-por-vir.
A obra de Sebastião Salgado é iluminada, literalmente.
O surrealismo Kafkiano é mais real do que a porta que cerra-se à nossa cara todo dia.
Meu existir repousa hoje, também, no amar-te.
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De volta à bela Fortaleza. Já sinto saudades do Rio de Janeiro.Bebi poucos chopes melhores em minha vida.
O Maracanã, visto do alto-do-céu, é um espétáculo, principalmente à noite de jogo.
Necessito de rever os amigos, os amores e deslumbrar-me novamente com os desatinos incontroláveis da paixão.
Eu confesso aos meus três leitores (nos quais me incluo) que se eu realmente achasse que há, no mundo real e no imaginário humano, alguma coisa mais deslumbrante que a mulher, eu seria o primeiro a dizê-lo. Vinícius, sed Dei!.
Mulher, eu me confesso...
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Belas bundas buliçosas bailam briosas à brisa brumosa à beira-mar em Botafogo.
Copacabana, um chope gelado no lugar onde dantes, Sinatra chamava Jobim ao telefone.
O Rio de Janeiro, tão feio, continua lindo. O de janeiro fevereiro e Agosto de todos.
Águas de Março. Se der, eu volto...
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Na vitrola, Tanto Tempo de Bebel Gilberto me compõe o quadro que se apresenta meio embaciado pela cerveja morna que repousa a poucos centímetros do teclado. Purgante que me invade as entranhas em doses cavalares. Gilberto, Bebel, me acalma à alma...
Ontem, fiquei preso ao escritório até tarde da noite...foi bom, pois assisti ao pôr-do-sol mais belo dos ultimos meses. Como diria, Schopenheauer, Só a dor é positiva. Talvez por isso, assaz o prazer em tornar ao insípido office na tarde de hoje novamente.
"No apartamento, nono andar, abro a vidraça e grito quando o carro passa...teu infinito serei eu?"
A paráfrase de Belchior me serve bem...

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Recebo carinhoso (sem frescuras) e-mail do amigo Beócio Serrano, o famoso Economista Paulo Filgueiras (Parente do Dimas???Dentro em breve hei de narrar sua estória, ocorrida nos alpes Mulungunianos).

Segue o e-mail (valeu Paulinho):


Caro Emerson,

Aguardo com grande espectativa a cronica sobre o Beocio Serrano Alvinegro Desde Nascido. Parabens pelo titulo conquistado esperando ser o 1o. de muitos outros vindouros. Agradeço tambem pela noite extremamente agradavel e em boa companhia no aniversario de seu genitor(uuuuuhhhhhhhhhhhh uuuuuuuhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!) sem duvidas, a familia alvinegra vibra de felicidade pela passagem de mais uma comemoração (Atenção! Atenção! Palmas para a conquista alvinegra )e pelo prazer de contar com este grande baluarte da alegria!!!!!

Abraço,
Paulo Filgueiras

E vai rolar a festa, vai rolar, o povo alvinegro mandou avisar!!!!!!!!!!
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Acalanto-me com Poesia. Aos tormentos d´alma, idílios, enfim, bastam-me os devaneios em letras.
Segue, portanto, uma pequena homenagem ao Mestre Vinícius, que há cerca de 40 anos, juntamente com o Maestro Jobim, nos presenteava a Garota de Ipanema. Faço minhas as suas seguintes palavras em Samba em Prelúdio, composta com o amigo Baden Powell:


Samba em Prelúdio

Eu sem você, não tenho porque
Porque sem você, não sei nem chorar
Sou chama sem luz, jardim sem luar
Luar sem amor, amor sem se dar
Eu sem você, sou só desamor
Um barco sem mar, um campo sem flor
Tristeza que vai, tristeza que vem
Sem você meu amor, eu não sou ninguém
Ah! que saudade, que vontade
De ver renascer nossas vidas
Volta querida
Os meus braços precisam dos teus
Teus abraços precisam dos meus
Estou tão sozinho
Tenho os olhos cansados de olhar para o além
Vem ver a vida
Sem você meu amor eu não sou ninguém
Sem você meu amor eu não sou ninguém


Baden Powell / Vinícius de Moraes
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Show da Rubber sexta à noite no Empire foi o prenúncio de um ótimo fim-de-semana. Foi, como sempre, catártico. Às desculpas pela insistência na palavra, reitero que o seu (deles) show está cada vez melhor. Pena mesmo é saber que o grande Régis Damasceno poderá desfalcar o quarteto em breve.
A companhia do ilustre beatlemaníaco e Sr.ª, além dos demais amigos e parentes foi um enriquecedor aditivo à noite, que restou novamente um agradável déjà vu musical, apesar de ser rara a execução de Across The Universe nos shows da banda ultimamente.

O bom vinho (tinto) Caetano chega aos sessenta anos biológicos ...e os Deuses, juntamente com o talento ímpar de Geneton Moraes Neto (sempre ele no honroso mister de extrair-lhe os melhores devaneios ) nos trouxeram ótima entrevista no Fantástico hoje de noite. É difícil estar imune a Caetano. Indagado se havia palavra a defini-lo melhor, o Baiano vaticinou: "Não." Após alguns segundos complementa:"Não, é a palavra." Caetano é saboroso... meu Margaux, Petrus predileto. Desde a Tropicália ele é vanguarda e continua a sê-lo.

Eu, um renitente poetaço e romântico deslumbrado que sou, resgato estas mal-traçadas linhas dos idos de Dezembro de 2000:


Saudades

Saudade da nesga de mar que advinha buliçosa
da brecha entre os pilares do prédio vizinho.
Saudade do beijo molhado, do enlace de corpos,
amálgama infinito num meio sem fim.
Saudade do poeta, pretérito Caetano,
não tão light nem clean.
Saudade de mim e de você,
do Jobim, do Chê, do incerto insano.
Saudade da rua, espada nua,
do sono quedado, Praia infinda.
Saudade utópica, telúrico pecado,
do conceito de Deus, além dos confins.
Saudade da réstia de vento que vinha do mar,
da vinha e do tempo a moldar o vinho.


Fortal 22/12/00
Emerson Damasceno
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Da ida à bela Maranguape, além do suado empate diante da equipe local, de bom ficou também usufruir da dileta companhia do amigo Gabriel, um insígne Beatlemaníaco - além de alvinegro - e apreciador das coisas boas da vida. Convoquei-o à labuta rotineira de buscar-se a onírica viagem catártica embalado pelo som da Rubber no Empire, amanhã.

Mesmo que, por poucas horas, eu possa transceder o mundo real, num ledo auto-ludibriar-se, imaginando estar em Hamburgo, Liverpool, Londres, wherever enfim, há cerca de quarenta anos, de volta no tempo, prestes a nascer, e vendo a gênese d(A) Banda.

Sigam-nos os bons! E la nave va...

Post (para variar) Scriptum: O Gabriel é sério candidato a tornar-se nosso novo cardeal. Ave!

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