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Dia 19 de Luz, Dia de Lua...

Hoje é dia da última lua cheia do ano de 2002.
Como é de praxe, eu rendo minhas homenagens à bela dona branca nua, que com uma agulha de dor, amor, em meu coração tatua.
Apesar de distante, a lua nunca esteve tão próxima de nós, pobres mortais. Não fosse o ilogismo oblíquo que pontua nossa dura caminhada, tão presente hodiernamente, hoje seria o dia de parar por alguns instantes e contemplar o cosmos. Segue novamente, o meu poema em sua homenagem. Um devaneio telúrico, translúcido e máxima expressão do amor que sou, amiúde e errante, nesses dias de mundo. É também um açoite-em-devaneio às minhas reiteradas divagações deste mundo blog, já que no espaço real, me foge sorrateira e perfidamente o tempo, juntamente com os grãos-de-areia que me escapam aos dedos, nesse lúdico balé do ir-se constante da vida. Como disse o Ministro em Drão: ("...O amor da gente é como um grão / Uma semente de ilusão / Tem que morrer pra germinar...")
Ave, lua!

Convite ao nosso encontro de hoje:

Primeiro, ela não se revelou por inteiro, pudicamente foi chegando remansosa.
Em pequenos espasmos de luz, fui sentindo o seu gosto, sua beleza.
Fui corrompido em minha retidão pelo seu charme sem par.
Mansidão que me envolveu num átimo. Companheira, até os confins.
E me chegou toda, desposei-me com ela em minha elucubrações.
Ela me confessa que irá mostrar-se hoje, novamente.
E eu vos convido a desfrutar desse espetáculo, que por poucos segundos é só nosso.
E nada mais "reality" nesse show tão global, que é o seu despertar desnuda.
Nascer que há de ser compartilhado pelos libertos.
Mesmo que distantes, estamos todos em sua sintonia.
Usurpa, do sol, raios que espelha em nossas mentes inférteis.
Lua eu te aguardo hoje em tua gênese.
Convido a todos. Sejamos espectadores passageiros por um minuto!
Quando passarmos, ela há de nos observar. Mas hoje, é só nossa.
Lua cheia, luar que ela me prometeu.
Paremos nossas máquinas, observemos o cosmos.
Divido com todos esse nascer de hoje. Festejêmo-la!

E la nave va...

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