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O Sol Alencarino - O máximo que me permito nestes dias em casa é observar a família deleitando-se ao sol e mar da bela Capital alencarina. Sou homem de sombra e água fresca, acho que minha quota de sol foi quase toda gasta nos infindáveis treinos em mar e céu aberto durante os anos de triathlon.

Mas não por acaso meu romance chamar-se-á Praia. E este ano, espero mas não prometo, ele há de sair de minha mente ao prelo.

No mais, Fortal já rendeu a boa nova de voltar a escrever. Tava devendo de há muito escrever alguma coisa por aqui. A paisagem etérea de Fortaleza serve para isto muito bem. O contraste com uma São Paulo que não pára nunca serve para recarregar as baterias, mesmo este vosso escriba sedento do retorno à incessante rotina de Sampa, pontuada com visitas esporádicas aos seus botecos, restaurantes e cantinhos únicos. Naquela cidade corre uma adrenalina por suas ruas fumegantes, nos rostos desconhecidos e cansados que as inundam. Ao contrário do que pensei inicialmente, entretanto, foi de braços abertos que fomos recebidos. A remessa à obra-prima de Camus não é por acaso por muitas vezes. Mais ainda quando relembro do "debut" de Fernando Sabino e o seu Eduardo Marciano, estrangeiro e de encontro marcado com o imponderável. Ave, Sampa!

Em casa, neste litoral inesgotável de Fortaleza, pontuo os dias com filmes e shows vários no telão da sala. Foi um dia desses que nos mudamos ao novo lar aqui em Fortal, mas tudo é novidade de tanto tempo que parece ter se passado.

Tempo, tempo, tempo, tempo....

La Joie de Vivre - è bom poder enxergar o Deus das pequenas coisas. A tal da felicidade, pieguece à parte, está sempre bem diante dos nossos olhos, e acaba sobrevivendo à geografia ao clima de demais intempéries do mundo. Acho que mais difícil do que ser feliz é conseguir enxergar que somos sim felizes com tão pouco e que nossa ânsia desenfreada em encobrir nossa ignorância com bens materiais é o grande problema. A grande sacada da vida, em minha humilde e questionável ótica, é conseguir aceitar a felicidade que sempre fica batendo à nossa porta. Eu, que tento claudicante fazer a minha parte, sei que ainda é pouco, mas sempre tento me tornar uma pessoa melhor à sociedade.

Certamente o discurso não cabe a todos, mas deveria servir à casta privilegiada que pode desfrutar da vida sem passar fome. Nossa tristeza latente e premente, só pode ser atribuída às injustiças sociais gritantes de nosso País e do mundo, lembrando sempre que mesmo muitos dos injustiçados ainda conseguem sorrir mais do que a maioria dos abonados social e economicamente de nosso Brasil. Quando digo tristeza, porque é impossível a quem tem consciência, ser feliz plenamente quando tantos irmãos padecem das necessidades mais básicas, mas ao mesmo tempo, que em vez de tristes, nos tornemos inquietos e inconformados, pois o conformismo há de ser o mal de todos os séculos.
Não ouso discorrer de forma mais aprofundada - por pura ignorância mesmo - sobre sociologia, mas rendo este desabafo e aprendo a ter ainda mais esperança em nosso planetinha azul quando vejo pessoas como o meu Cientista Político predileto, Leonardo Damasceno, o qual, en passant em nossa festa familiar de Natal, acabara de regressar do evento natalino que organizou com outros companheiros, no
Serviluz, comunidade tachada de carente em nossa Cidade. Enquanto muitos se entupiam de comida à vontade pelos quatro cantos, lá estava o meu herói e irmão Léo com sua idéia fixa e intocável de tornar este mundo melhor. Espero poder ajudá-lo em breve, pois o entusiamo dele é instigante. Ave, Léo!!!

1 comentário

  1. Anônimo disse:

    Emerson querido,
    amei seu texto. não podemos perder a esperança.façamos a nossa parte.
    beijão da Ritinha

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