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Recordando Beatles - Uma boa surpresa na "blogosfera" neste ano de 2003, em minha módica opinião, foi o Blog'n'Roll. Dentre vários bons motivos, eu vou citar apenas um: Beatles. Os caras que fazem o blog e a já famosa Blog'n'Roll Band adoram os FabFour. Vale lembrar que todas segundas-feiras, às 20h, vai ao ar pela AllTV o Programa do Blog&Roll. O próximo a ir ao ar - de número 14 - , conta com as participações ilustres do intrépido Danilo Amaral e da talentosa Daniela Mel. Promete!
Eu ainda espero que a Banda venha com um bis de Across The Universe em um Programa vindouro. Em sua (Deles e deles) homenagem, vou postando aqui um pouco do que um ano de Anomia rendeu de posts beatlemaníacos:


"Salvo Pelos Beatles - E lá estava eu em Hamburgo na Alemanha, em maio de 2002, em busca do exato logradouro que acolheu os FabFour no início de carreira, nos idos de 1960-1962. Tinha ficado no hotel até meia-noite, mas ainda consegui pegar o último metrô para a zona boêmia e perigosa que ainda abriga algo da mesma atmosfera da década de 60. O local lembra um pouco o bairro de Clichy em Paris, pelo menos no que concerne à presença de casas de shows eróticos e muitas prostitutas. Caminhei por alguns quarteirões buscando algum norte, mas quase todos os bares já estavam cerrando as suas portas. O desespero começava a bater pois teria que deixar a Cidade no dia seguinte à tarde e a chance de descobrir o local no tempo curto da manhã seguinte era pouca. Já lamentando a perda do tempo e da grana que gastaria para voltar de taxi, resolvi buscar ajuda no local mais afável que se apresentou à minha frente, o bar do Teatro onde poucas horas antes um espetáculo sobre os Beatles em Hamburgo havia ocorrido. Eis que logo que adentro o recinto, o barman e alguns fregueses, com ares de poucos amigos, gritam que o bar está fechando e não serviriam mais nada naquela noite. Eu resolvi insistir, apelando por uma informação em inglês, já que meu alemão desfilava trôpego e sofrivelmente naquela noite fria. Ao explicar que havia vindo do Brasil somente para conhecer Grossfeiheit 36 em Hamburgo, onde já funcionara o Kaiserkeller e o Star Club, os ânimos dos meus interlocutores modificaram-se de forma súbita. E não demorou muito para que reabrissem o bar para um beatlemaníaco brasileiro sedento e faminto. Logo fui convidado a sentar-me ao redor do balcão enquanto saboreava uma deliciosa cerveja, entre uma pergunta e outra sobre o Brasil e os Beatles, sempre pautadas pelas melhores informações sobre os locais e endereços que tanto precisava. Até mesmo uma senhora embriagada que havia me dirigido um gélido olhar, que muito me lembrou um misto de Marlene Dietrich em "O Anjo Azul" e Mata Hari, ensaiou um sorriso simpático. Foi nesse momento que lembrei de uma crônica que havia lido, num dos livros da série "Para Gostar de Ler". O título era "Salvo Pelo Flamengo", do saudoso Paulo Mendes Campos e narrava um episódio hilariante, aparentemente autobiográfico, de um turista brasileiro que se livra de apanhar um bocado após mencionar o nome do time carioca para um brutamontes estrangeiro. Guardadas as devidas proporções, os Beatles me ajudaram um bocado na noite de Hamburgo, mormente em encontrar-lhes a pista de seus primeiros acordes em solo germânico, nos idos de 1960..."


"All We Are Saying Is Give Peace a Chance...

Saudades de John Lennon...

(War is Over, If You Want It - outdoor espalhado pelas ruas de Londres por John e Yoko, em protesto à Guerra do Vietnã)

Fim-de-semana assistindo novamente ao inesquecível "Gimme Some Thuth", o "making of" de Imagine, no qual vi a imagem do outdoor mencionado acima.
Áureos tempos quando, mesmo havendo guerra - sim é verdade, de fato - havia também uma tênue esperança.
Guerra, aliás, é um termo que não se coaduna com essa situação atual. Defenestração, como já disse anteriormente por aqui, é bem mais colocado, mais justo, embora não o seja. Por aqui, in casu de Terra Brasilis, Guerra Civil.

"All we are saying... " - para quem não sabe, "Give Peace a Chance", ainda na década de sessenta, marcou o primeiro live-broadcast para todo o mundo, durante um show na televisão que contou com a participação dos Beatles. Foi uma mensagem de paz. Ao contrário das imagens hodiernas mostrando, em tempo real, como se destrói um país inteiro com um punhado (força de expressão) de bombas. Não obstante, a mesma teconologia nos leva à retina imagens de todo este vasto planetinha, onde milhões caminham e bradam pela Paz (Paz, in casu, não é mera força de expressão).
E pensar que se tivesse sido o Iraque a se recusar a assinar o protocolo de Kyoto, condenando o meio-ambiente a um futuro soturno, lúgubre, taciturno e sorumbático, ele possivelmente já estaria condenado sumariamente há muito tempo pelos diversos pesos e medidas que compõe o senso de julgamento e força motriz do neoimperialismo vigente de plantão. Mas, como são diversos os pesos e as medidas...

"...Is give peace a Chance..."

E la nave(zinha) va...

Post Scriptum: Além do Poema Rosa de Hiroshima, já transcrito aqui neste espaço por duas vezes, da magistral lavra de Vinícius de Moraes, transformado em música pelo próprio Poetinha juntamente com Gerson Conrad do grupo Secos e Molhados, pois bem, além disso e do texto de Paulo Coelho sobre a guerra , igualmente transcrito aqui e além do clamor dos milhões que se insurgem em passeatas contra a tal "guerra", pouca coisa...

Post Scriptum2: E ficou preso à retina arregalada deste escriba a cena do famígero piano branco de Lennon e os acordes de Imagine. A fotografia e a beleza translúcida do sol adentrando o recinto escuro da mansão de Ascott. As janelas para um novo e belo mundo, resplandecente de sol. Que pintura! O mundo de Imagine, aliás, não parece que há de ser, apesar de já existir em muitos de nós."


"Excertos de uma Estante - Fragmentos do espaço reservado aos Beatles, meu refúgio dentro de casa numa manhã de domingo."




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