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Efemérides Musicais - Um comentário do Chuck e o belíssimo texto do Peter Gabriel me motivaram a escrever sobre a passagem do natalício do ir-se de um mito, ocorrido há vinte e dois anos, em 08.12.1980.

Há tanto a ser feito, mas ao mesmo tempo, nessa noite somente a vontade de falar de Sir John Winston Lennon. Além disso, muita coisa?
O Lennon de "How?", sua letra mais bela em "Imagine". Mas, Como afinal? Pense bem, Imagine um Cara Ciumento, Aleijado por Dentro. Alguém que Me Dê Alguma Verdade, mas É Tão Difícil...
Jealous Guy e How? estão no álbum Imagine. Veja atentamente essas letras e perceba o maravilhoso imaginário de John Lennon.
A feérica vida de John foi interceptada pelo destino quando o mesmo encontrava-se no desabrochar de uma nova concepção de vida. Starting over? Como assim meu amigo? Afinal, acabado já estava o sonho, muito antes do recomeço.
Foi-se com lennon toda sua genialidade e rebeldia. E todas personas. O púbere balzaquiano que irrompe as telas de Gimme Some Truth, ladeado por Woorman, Harrison, Davis, Spector e outros. O vingativo que coopta o inofensivo George Harrison nos acordes e letras de How do You Sleep. O que destrói os sonhos de si mesmo, insculpido num jovem que lhe invade o jardim da branca mansão de Ascot. O John que se deixa enganar pelo Sim que significava não. O órfão de mãe que morava no porto. O pai que nunca foi.
O Lennon delinquente em Liverpool e nas ruas de Hamburgo. O pacifista e o revolucionário. O mito iconoclasta.
O que sobrevive indelével nos inconscientes de muitos. O músico que queria viver mais.
Mas afinal, para quê tanto? Por que tão pouco? Nas gélidas paredes do Dakota eu nada encontrei. Mas a poucos passos eu enxerguei Strawberry Fields.
John Lennon não se foi, definitivamente. Muita coisa tem passado por ele, num átimo do tempo, sem nenhuma sobrevida.
E há vinte e dois anos ele se libertou do mundo, mas o mundo ainda teima em não esquecê-lo.
My Eyes are Wide Open...essa frase de Oh My Love nos serve bem nos dias de hoje. Lennon é sempre uma boa lembrança que mostra que o sonho persiste, sempre.
Ave, Lennon!

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