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Soju, Seoul e Saudade - Tenho estado a contemplar os ares do Oriente, aqui nesta longinqua Seul. Um fuso horario mal resolvido que me faz acordar em plena madrugada, talvez por saber que eh dia no Brasil. E que me faz sonhar acordado enquanto todos dormem alem mar.

Dia desses durante o almoco, me deparei com uma festa de aniversario coreana. Familia reunida, o aniversariante pousa para fotos. Pouco depois, senta-se ao centro da longa mesa, ao lado da esposa e familiares mais proximos, enquanto os demais amigos perfilam-se atras do casal. O grupo comeca entao a entoar o que me pareceu ser a versao milenar de "Happy Birthday to You", cantada com entusiasmo contido. Nesse instante, meu pensamento dispara a kilometros de distancia daqui, passando por tantos momentos identicos. Ha vida em todo canto, desculpando a redundancia...

Enquanto o aniversariante, entorpecido pela Soju (bebida preferida dos sul-coreanos - uma especie de cachaca que literalment derruba 9 entre 10 usuarios) - comeca a destilar o discurso que mais parece um planfeto comunista incendiario (ha pleonasmo nisto?) - eu me deparo sendo o unico "ocidental" presente ao recinto. Sou um intruso, eu penso.
O mais interessante da festa de aniversario que eu testemunhava eh que ao final nao foi o aniversariante o agraciado com presentes, mas sim os convidados que receberam do festejado varios "mimos". Tem sentido, reflito.

Enquanto isso, eu afugento a solidao com muita musica. Uma delas insiste em tocar no Mini Ipod: Cant take my eyes off of you... Afinal de contas - penso eu durante o trajeto que dura exatos 30 minutos entre o Hotel e o bairro de Itaweon - a quem realmente eu tributo meus sentimentos? Quem eh refem do nosso amor? Os cenarios que desfilam entre meus olhos, entrecortados pelo sons varios que escuto, misturam palacios reais, imensos outdoors hi-tech's, avalanches de gente e veiculos,tudo isso entrelacado pelo pulsar constante de um coracao sem destino.

Tom Jobim me insiste com Luiza e me faz lacrimejar os olhos. Beatriz ao som de Chico me interfere a respiracao. O Brasil eh tao distante daqui...

Nao sei porque um texto tao intimista. Mas, enfim, transpor mares, cruzar oceanos e continentes, ganhar os ares distante, morrer de saudades e transforma-las em poesia... somente faz sentido quando se preserva um norte, por menor que seja, por mais monossilabico ou emudecido que seja o interlocutor, impar destinatario das palavras enamoradas. Eu sempre pensei que mensagens de amor tinham destino certo, pelo menos deveriam ter...

"... I need you baby, and if it's quite all right,
I need you baby to warm a lonely night. I love
you baby. Trust in me when I say: Oh pretty
baby, don't bring me down I pray. Oh pretty
baby, now that I found you, stay. And let me
love you, oh baby let me love you, oh baby
...."

Post Scriptum: Me desculpem o confessionario, deve ser mesmo o fuso daqui de Seul...
Post Scriptum2: Layout novo...para nao deixar passar em branco 3 anos de Anomia.
Post Scriptum3: Texto completamente sem acentos, mil perdoes, mas eh sempre assim neste laptop quase tao maluco quanto o dono :)

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