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Os homens vao-se ao mar

Navegadores modernos, ao raiar do sol ou antes mesmo dele, milhoes atiram-se ao mar, em busca do infinito. Nao mais subsistem da leitura dos ceus para lhes nortear o desconhecido.
Nao ha caravelas nem sol a pino, nao se veem tambem amarras a calejar os dedos cansados, tampouco os remos a levar os medievais viajantes ao verdejante nirvana prometido que nunca lhes chegou.
Ha mares e mares, cujos navegantes erram em seus destinos tantos.
Os homens atiram-se ao mar, muitos com o coracao partido, alguns sem mais encanto.
Deixam os seus enquanto partem rumando ao horizonte insolito.
Vao-se, sozinhos, ao mar moderno que nao lhes salga o corpo, comparado com o real que ainda permite a visita dos ultimos aventureiros, a copiar os ancestrais singrando a existencia nas suas jangadas tao frageis, em linhas e cortes n'agua tao parecidos com as marcas deixadas nos rostos curtidos, indefesos ao reflexo da carruagem de apolo a cruzar os ceus.
Os homens vao-se ao mar, sejam mesmo homens, mulheres ou criancas sem sonhos. A partir e deixar um pouco de si no ponto de partida, distante, embora presente sempre.
Eu me vou neste amar, ao mar onde repouso sem esquecer-te um segundo apenas.
Mas, se ha mares, nao ha mais nada que importe. Amares, apenas.

(no interim desta viagem de aviao quase interminavel, sem acentos como quase sempre estando distante, escrevo os versos acima, contemplando um mar interminavel num ceu de brigadeiro)

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