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Belchior, Almodóvar e Jobim

Uma manhã que me acalma a alma. Onde nada se enxerga além de poucos metros.
No apartamento, oitavo andar, abro a vidraça mas não grito quando um carro passa.
Teu infinito sou eu, já disse Belchior. Na letra a se confundir com a inefável paisagem.
Só, eu busco você em todos os desencontros calados de minha mente. Mas é em vão.

Fale com Ela - Assisti há poucos dias - somente agora, como pode? - esse ótimo filme do Almodóvar.
Desde a escolha da trilha sonora, que inclui Caetano e Elis Regina, até a citação da poesia musical de Jobim - levando uma personagem às lágrimas - o imaginário de Almodóvar nos deslumbra com seu belo espetáculo. É cinema. É por doces motivos como esse que tenho me recusado a embarcar às multidões que acotovelam-se nas filas das salas de cinema à espera das novidades mirabolantes de Hollywood. Não que eu não saiba diferenciar o cinema dito artístico daquele meramente descartável. Já fiz e costumo fazê-lo. Acontece que ultimamente tenho optado por não embarcar nessa. Um bom assunto a ser discutido posteriormente.
Voltando ao Fale com Ela, há nele uma cena lapidar a metaforizar a natureza humana, na qual um homem encolhido, frágil e indefeso, decide mergulhar nos recônditos mais profanos de sua amada, onde de lá nunca mais irá sair. Quem assistiu ao filme, há de lembrar da vívida cena em P&B. Parece ser uma belíssima metáfora da condição do homem, uma feliz marionete nas mãos e nos corpos de suas amadas...

E la nave va...

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