sábado, março 7
Anomia - Rumo ao Sétimo Ano de Vida - Dando Início às comemorações ao cabalístico aniversário do Anomia, em julho próximo, informo que estamos de casa nova. Graças ao meu grande amigo Leonardo Fontes, mecenas e virtuose deste mundo blogueiro (de quem eu ouvi uma vez em minha casa com a voz embargada pelo álcool e após um debate sobre a literatura de Joyce, que possivelmente nunca teria saco para os blogs...ainda bem que sempre foi um péssimo profeta), rumo agora para nosso novo endereço: anomia.blogueisso.com . Assim sendo, já que estás aqui, vás lá ou por favor cliques aqui e depois atualize seus favoritos e link o Novo Anomia, ora pois...
sexta-feira, março 6
Crepúsculo em Moema
Pegando carona nas palavras do meu amigo e vizinho Paulista Inagaki, a quem só tive o prazer de conhecer neste mundo virtual por enquanto - muito embora o considere uma pessoa bem mais próxima do que as interações binárias que fazem este reduto da internet possam deixar transparecer - e percebo a beleza das cores do céu de Moema nestes dias de pleno calor. Au plein Soleil, Sampa sucumbe à beleza das terras tropicais, manifestando um espetáculo de cores que atenua o calor intenso dos últimos dias. Acordando cedo, fico observando a chegada dos primeiros vôos em Congonhas, competindo com os raios de luz vestibulares que antecedem o despertar dos milhões de habitantes.
Os prédios espelham a luz de mais um dia nesta Cidade inquieta. Eu resto calmo, como sempre tenho estado desde que voltei para cá. Uma caminhada no Ibirapuera, sempre resoluto aos ataques doa automóveis que o circundam, repleto de verde e de pássaros que emudecem o barulho distante, rende uma calmaria ainda maior.
Novos Caminhos - Após quase uma década, retorno às atividades acadêmicas, iniciando mais uma pós-graduação. Numa área que me interessa bastante desde os estudos para o Instituto Rio Branco, me lanço na pesquisa do Direito Internacional. Uma área, para os poucos que acompanham este blog, que muito me apetece. Principalmente, que me perdoem os incautos, porque desde quando ainda enfileirava os bancos da graduação em direito, e antes mesmo disso na Federal alencarina no curso de Comunicação Social, eu já duvidava da saúde do direito de cada País ante a marcha contundente da Globalização. Acho que a cada década se estreita a comunicação legal entre as nações e, salvo uma hecatombe econômica, os rumos do mercado globalizado, ditarão mais das nossas vidas do que nossa própria vontade. Não por acaso, hoje se fala mais em medidas jurídicas e econômicas em bloco do que há algumas décadas, onde inúmeras barreiras individuais de cada País eram contrapostas às vontades mundiais.
Enfim, acho que é assunto para daqui há alguns posts, ou melhor dizendo, algumas aulas... Nada que vá me abalar minha teoria Freud-Marxista de mundo, penso eu.
Rumo aos 40 - Há pouco mais de 20 anos, eu estava a completar minhas 15 rodadas no calendário. Com quinze anos, eu pensava em tudo, menos em longevidade. Queria tomar todas, comer idem e ao mesmo tempo não passar dos 40 ou 50. No mais pavoroso estilo James Dean, achava que a vida só seria interessante se vivida breve e intensamente. Continuo com o intenso, acho que nunca deixarei de sê-lo, espero. Mas os auspícios de comandar minha existência por poucos anos esbarra na proximidade de uma data marcante como os 40 anos. Ainda não estou tão perto, faltam alguns anos, mas depois de muitas experiências, depois dos filhos, dos filmes, dos livros, o que se tem é que o tempo é antes de tudo um nada absoluto. Uma força intangível que corre contra a gente e, desculpando a redundância barata...o faz isso o tempo todo. É tudo muito efêmero mesmo. Assim como eu me imaginava partindo deste planetinha azul na casa dos quarenta, hoje peço no mínimo o dobro de anos. Por isso, acho que as cãs que somente agora começam a brotar perto de minhas têmporas me pertubam tanto. Ainda não me considero com mais de trinta, muito menos perto de quatro décadas de vida. Somente aqui neste Anomia, já se vão quase sete anos.
E ainda me sinto engatinhando nisto tudo...
E la nave va...
Os prédios espelham a luz de mais um dia nesta Cidade inquieta. Eu resto calmo, como sempre tenho estado desde que voltei para cá. Uma caminhada no Ibirapuera, sempre resoluto aos ataques doa automóveis que o circundam, repleto de verde e de pássaros que emudecem o barulho distante, rende uma calmaria ainda maior.
Novos Caminhos - Após quase uma década, retorno às atividades acadêmicas, iniciando mais uma pós-graduação. Numa área que me interessa bastante desde os estudos para o Instituto Rio Branco, me lanço na pesquisa do Direito Internacional. Uma área, para os poucos que acompanham este blog, que muito me apetece. Principalmente, que me perdoem os incautos, porque desde quando ainda enfileirava os bancos da graduação em direito, e antes mesmo disso na Federal alencarina no curso de Comunicação Social, eu já duvidava da saúde do direito de cada País ante a marcha contundente da Globalização. Acho que a cada década se estreita a comunicação legal entre as nações e, salvo uma hecatombe econômica, os rumos do mercado globalizado, ditarão mais das nossas vidas do que nossa própria vontade. Não por acaso, hoje se fala mais em medidas jurídicas e econômicas em bloco do que há algumas décadas, onde inúmeras barreiras individuais de cada País eram contrapostas às vontades mundiais.
Enfim, acho que é assunto para daqui há alguns posts, ou melhor dizendo, algumas aulas... Nada que vá me abalar minha teoria Freud-Marxista de mundo, penso eu.
Rumo aos 40 - Há pouco mais de 20 anos, eu estava a completar minhas 15 rodadas no calendário. Com quinze anos, eu pensava em tudo, menos em longevidade. Queria tomar todas, comer idem e ao mesmo tempo não passar dos 40 ou 50. No mais pavoroso estilo James Dean, achava que a vida só seria interessante se vivida breve e intensamente. Continuo com o intenso, acho que nunca deixarei de sê-lo, espero. Mas os auspícios de comandar minha existência por poucos anos esbarra na proximidade de uma data marcante como os 40 anos. Ainda não estou tão perto, faltam alguns anos, mas depois de muitas experiências, depois dos filhos, dos filmes, dos livros, o que se tem é que o tempo é antes de tudo um nada absoluto. Uma força intangível que corre contra a gente e, desculpando a redundância barata...o faz isso o tempo todo. É tudo muito efêmero mesmo. Assim como eu me imaginava partindo deste planetinha azul na casa dos quarenta, hoje peço no mínimo o dobro de anos. Por isso, acho que as cãs que somente agora começam a brotar perto de minhas têmporas me pertubam tanto. Ainda não me considero com mais de trinta, muito menos perto de quatro décadas de vida. Somente aqui neste Anomia, já se vão quase sete anos.
E ainda me sinto engatinhando nisto tudo...
E la nave va...
quarta-feira, março 4
Tarda Mas não Falha??? Jango é anistiado pelo Governo 32 anos após a sua morte. Bem, ainda vai ter muita gente criticando - como já há às pencas sobre casos passados - a concessão de anistia pelo Brasil. É aquele lance da memória curta. Do mesmo jeito que eu, apesar de a priori não concordar muito com o asilo dado ao Italiano Battisti, depois que foi concedido, defendo com todas as minhas forças nossa soberania para abrigar ou não quem quisermos, mesmo que não concorde com as razões que levaram o Ministro de Estado da Justiça à concessão. Mas, enfim, temos mesmo a memória curta. Guardadas as devidas proporções, parece que esqueceram que um dia desses estava o Brasil batendo à porta da Itália pedindo a extradição do Cacciola e só conseguimos depois que ele foi passear em Mônaco. Na época, sinceramente, eu não lembro de nenhuma autoridade brasileira ou conglomerado midiático questionando se a Itália deveria modificar a sua Constituição em função de estar seguindo a mesma à risca. Muito menos eu me recordo se a tal negativa Italiana causou uma "comoção" nos meios de comunicação italianos ou mesmo na oposição ao Berlusconi (que deve existir, claro)... E la nave va...
terça-feira, março 3
segunda-feira, março 2
Matou o Cinema e Depois foi para uma Suruba Tecnológica - A ser aprofundado em breve. Mas estou há alguns dias com esta idéia fixa de escrever sobre a minha frustração com o Bob Zemeckis. Sim, o famoso diretor comercial que antes eu já um dia idolatrei depois que foi responsável por De Volta Para o Futuro - um dos filmes que mais assisti em minha vida. Mas o Bob Zemickes, um dia qualquer desses, resolveu inverter a lógica da coisa e acabou se tornando, pelo menos para mim, responsável por outro tipo de fama: foi ele quem matou o Cinema. Sim, isso mesmo. O Cara que antes até se utilizava dos efeitos especiais como meio para contar uma estória, resolveu mudar isso e começou a utilizar o roteiro como mero fio de conduta para esparramar nas telas as inovações em computação gráfica que já estamos cansados de ver. Bem, eu assumo, não aguento mais. A gota d'agua não foi nem um filme dele, Zemicks, mas sim um making-off de uma dessas produções cada vez mais chatas de hollywood (desculpando a redundância óbvia demais), onde um dos atores reclamava e até ironizava ter que ficar contracenando com o nada, enquanto o real "ator" era uma composição gráfica, uma espécie de holograma idiota que a indústria resolveu criar. Bem, se eu tenho o direito de escolher um culpado, para mim foi o Zemeckis. Claro que muita gente aperfeiçoou a coisa, o George Lucas aliás, que havia criado um clássico em 1977 com o primeiro Star Wars, que inaugurou a fantástica e inesquecível trilogia, e décadas depois só conseguiu nos apavorar com uma outra que mais pareceu uma paródia "b" do que ele mesmo criou. Enfim, o meu marcador pessoal para essa idiotice tecnólogica que matou vez a criatividade do chamado Cinemão comercial é o Zemicks. Foi ele o cara que mais me deixou p. da vida com essa antinomia tecnológica. Viraram reféns das máquinas e nem precisou o Doom Day high-tech previsto no Exterminador do Futuro para iniciar nossa escravidão tecnológica. Vou aprofundar isso aqui outro dia, quando estiver com mais tempo e menos frustração (pois é, confesso que nunca esperei muito do Cinemão, mas nunca tão pouco). Enquanto isso, vou alugar ali um Eisenstein, um Buñuel e um Pasolini...para fazer uma detox. É detox artística mesmo, já que a palavra está na moda e essa coisa hodierna intoxica mais do que o monóxido de carbono do carro do meu vizinho...
Assinar:
Postagens (Atom)
Porque escrevo
Cada um tem a sua terapia. Há os que correm, pintam, cantam... Minha maior terapia é escrever. Posso ser o que sou, o que nu...
-
Novo Blog Resolvidos os problemas técnicos, aparentemente. O Novo Anomia voltou para o Blogueisso. Cliquem Aqui e conheçam o NOVO ANOMIA ...
-
Saudades de Maio - O mesmo intérprete a contemplar a mesma paisagem, distantes. Um outro momento e sonoridade, entretanto. Esta segunda-fei...