Panis et Circenses - Meu ilustre amigo Leonardo Fontes informa no seu ótimo Blogue Isso, que o Governo alencarino resolveu promover novamente uma série de shows gratuitos para a comunidade. Será a segunda edição do Férias no Ceará, festival que já vem com o bom detalhe de não se concentrar apenas em Fortaleza. É uma boa notícia sim, em que pese a escolha de algumas bandas (jota Quest??? Gimme a break guys!). Quiçá, comecemos a mudar a idéia de que nem somente de shows pagos se vive este Estado quando se trata de bandas renomadas pela mídia massificante.
Aliás, já que o pão ainda é tão escasso, pelo menos ao povo um pouco de circo, no bom e cultural sentido da coisa. Pelo que sei de Fortaleza, a minha ex-colega do curso de Comunicação Social da UFC e Prefeita Luizianne Lins já vem fazendo isto às festas de final de ano, quando sempre vem trazendo grandes nomes e dando a quem não tem uma carrada de reais para pagar pelos shows privados frequentados pela nossa querida rapaziada dourada de Fortal, uma festa bonita e simpática em vários bairros da Capital. Muitos são e serão os críticos do Reveillon da Luizianne, mas é fácil reclamar quando temos condição de utilizar das benesses ofertadas aos abastados de plantão.
Vale dizer ainda, que aqui em nossa Capital os preços de ingressos, se comparados com o que se paga no tal do eixo Rio-São Paulo, são mais baratos, muito embora a qualidade e quantidade por muitas vezes seja igualmente desproporcional. A diferença gritante é que lá, ao menos, o público tem uma renda per capita bem maior do que aqui no Nordeste. E para quem não quer e não pode pagar, sempre a população tem acesso a diversos shows gratuitos e ecléticos.
Enfim....E la nave va...
terça-feira, dezembro 30
domingo, dezembro 28
O Sol Alencarino - O máximo que me permito nestes dias em casa é observar a família deleitando-se ao sol e mar da bela Capital alencarina. Sou homem de sombra e água fresca, acho que minha quota de sol foi quase toda gasta nos infindáveis treinos em mar e céu aberto durante os anos de triathlon.
Mas não por acaso meu romance chamar-se-á Praia. E este ano, espero mas não prometo, ele há de sair de minha mente ao prelo.
No mais, Fortal já rendeu a boa nova de voltar a escrever. Tava devendo de há muito escrever alguma coisa por aqui. A paisagem etérea de Fortaleza serve para isto muito bem. O contraste com uma São Paulo que não pára nunca serve para recarregar as baterias, mesmo este vosso escriba sedento do retorno à incessante rotina de Sampa, pontuada com visitas esporádicas aos seus botecos, restaurantes e cantinhos únicos. Naquela cidade corre uma adrenalina por suas ruas fumegantes, nos rostos desconhecidos e cansados que as inundam. Ao contrário do que pensei inicialmente, entretanto, foi de braços abertos que fomos recebidos. A remessa à obra-prima de Camus não é por acaso por muitas vezes. Mais ainda quando relembro do "debut" de Fernando Sabino e o seu Eduardo Marciano, estrangeiro e de encontro marcado com o imponderável. Ave, Sampa!
Em casa, neste litoral inesgotável de Fortaleza, pontuo os dias com filmes e shows vários no telão da sala. Foi um dia desses que nos mudamos ao novo lar aqui em Fortal, mas tudo é novidade de tanto tempo que parece ter se passado.
Tempo, tempo, tempo, tempo....
La Joie de Vivre - è bom poder enxergar o Deus das pequenas coisas. A tal da felicidade, pieguece à parte, está sempre bem diante dos nossos olhos, e acaba sobrevivendo à geografia ao clima de demais intempéries do mundo. Acho que mais difícil do que ser feliz é conseguir enxergar que somos sim felizes com tão pouco e que nossa ânsia desenfreada em encobrir nossa ignorância com bens materiais é o grande problema. A grande sacada da vida, em minha humilde e questionável ótica, é conseguir aceitar a felicidade que sempre fica batendo à nossa porta. Eu, que tento claudicante fazer a minha parte, sei que ainda é pouco, mas sempre tento me tornar uma pessoa melhor à sociedade.
Certamente o discurso não cabe a todos, mas deveria servir à casta privilegiada que pode desfrutar da vida sem passar fome. Nossa tristeza latente e premente, só pode ser atribuída às injustiças sociais gritantes de nosso País e do mundo, lembrando sempre que mesmo muitos dos injustiçados ainda conseguem sorrir mais do que a maioria dos abonados social e economicamente de nosso Brasil. Quando digo tristeza, porque é impossível a quem tem consciência, ser feliz plenamente quando tantos irmãos padecem das necessidades mais básicas, mas ao mesmo tempo, que em vez de tristes, nos tornemos inquietos e inconformados, pois o conformismo há de ser o mal de todos os séculos.
Não ouso discorrer de forma mais aprofundada - por pura ignorância mesmo - sobre sociologia, mas rendo este desabafo e aprendo a ter ainda mais esperança em nosso planetinha azul quando vejo pessoas como o meu Cientista Político predileto, Leonardo Damasceno, o qual, en passant em nossa festa familiar de Natal, acabara de regressar do evento natalino que organizou com outros companheiros, no
Serviluz, comunidade tachada de carente em nossa Cidade. Enquanto muitos se entupiam de comida à vontade pelos quatro cantos, lá estava o meu herói e irmão Léo com sua idéia fixa e intocável de tornar este mundo melhor. Espero poder ajudá-lo em breve, pois o entusiamo dele é instigante. Ave, Léo!!!
Mas não por acaso meu romance chamar-se-á Praia. E este ano, espero mas não prometo, ele há de sair de minha mente ao prelo.
No mais, Fortal já rendeu a boa nova de voltar a escrever. Tava devendo de há muito escrever alguma coisa por aqui. A paisagem etérea de Fortaleza serve para isto muito bem. O contraste com uma São Paulo que não pára nunca serve para recarregar as baterias, mesmo este vosso escriba sedento do retorno à incessante rotina de Sampa, pontuada com visitas esporádicas aos seus botecos, restaurantes e cantinhos únicos. Naquela cidade corre uma adrenalina por suas ruas fumegantes, nos rostos desconhecidos e cansados que as inundam. Ao contrário do que pensei inicialmente, entretanto, foi de braços abertos que fomos recebidos. A remessa à obra-prima de Camus não é por acaso por muitas vezes. Mais ainda quando relembro do "debut" de Fernando Sabino e o seu Eduardo Marciano, estrangeiro e de encontro marcado com o imponderável. Ave, Sampa!
Em casa, neste litoral inesgotável de Fortaleza, pontuo os dias com filmes e shows vários no telão da sala. Foi um dia desses que nos mudamos ao novo lar aqui em Fortal, mas tudo é novidade de tanto tempo que parece ter se passado.
Tempo, tempo, tempo, tempo....
La Joie de Vivre - è bom poder enxergar o Deus das pequenas coisas. A tal da felicidade, pieguece à parte, está sempre bem diante dos nossos olhos, e acaba sobrevivendo à geografia ao clima de demais intempéries do mundo. Acho que mais difícil do que ser feliz é conseguir enxergar que somos sim felizes com tão pouco e que nossa ânsia desenfreada em encobrir nossa ignorância com bens materiais é o grande problema. A grande sacada da vida, em minha humilde e questionável ótica, é conseguir aceitar a felicidade que sempre fica batendo à nossa porta. Eu, que tento claudicante fazer a minha parte, sei que ainda é pouco, mas sempre tento me tornar uma pessoa melhor à sociedade.
Certamente o discurso não cabe a todos, mas deveria servir à casta privilegiada que pode desfrutar da vida sem passar fome. Nossa tristeza latente e premente, só pode ser atribuída às injustiças sociais gritantes de nosso País e do mundo, lembrando sempre que mesmo muitos dos injustiçados ainda conseguem sorrir mais do que a maioria dos abonados social e economicamente de nosso Brasil. Quando digo tristeza, porque é impossível a quem tem consciência, ser feliz plenamente quando tantos irmãos padecem das necessidades mais básicas, mas ao mesmo tempo, que em vez de tristes, nos tornemos inquietos e inconformados, pois o conformismo há de ser o mal de todos os séculos.
Não ouso discorrer de forma mais aprofundada - por pura ignorância mesmo - sobre sociologia, mas rendo este desabafo e aprendo a ter ainda mais esperança em nosso planetinha azul quando vejo pessoas como o meu Cientista Político predileto, Leonardo Damasceno, o qual, en passant em nossa festa familiar de Natal, acabara de regressar do evento natalino que organizou com outros companheiros, no
Serviluz, comunidade tachada de carente em nossa Cidade. Enquanto muitos se entupiam de comida à vontade pelos quatro cantos, lá estava o meu herói e irmão Léo com sua idéia fixa e intocável de tornar este mundo melhor. Espero poder ajudá-lo em breve, pois o entusiamo dele é instigante. Ave, Léo!!!
sexta-feira, dezembro 26
Crônico em Fortaleza - Tudo como dantes no reino de abrantes...
Acho que é tempo de desempoeirar este espaço anômico. A letargia que me ataca em Fortal tem dessas coisas. Acho que também preciso de dois anos sabáticos em Sampa, pois aqui em Fortal, tirando rever a família, amigos etc e tals, me parece que pouca coisa muda em nossa Cidade maravilhosa.
Fico, portanto, imerso em divagações extemporâneas, aguardando a data de retorno a Sampa.
Aliás, como sou grato a São Paulo. Sinto-me magoado quando os próprios paulistas desfazem tanto da sua - deles e nossa - Cidade. Sampa é muito mais do que imaginamos e muito menos do que esperamos, é verdade. A César o que é de César, entretanto.
Foi - e é ela - quem cuida de meu querido rebento, o Poetinha Vinícius que tão bem tratado foi por aquela Cidade. É dela a naturalidade de meu caçula, estampada em sua Certidão de Nascimento.
E eu fico perdido, aqui em Fortal, a lembrar dos cantos e recantos paulistas. Dos infindáveis botequins de Moema. Do Ibirapuera e do monóxido de carbono que os inunda.
Sampa é tudo isso e muito mais.
Aqui em Fortaleza, sei que há uma praia distante. Mas eu preferia estar emerso no ar não tão puro da megalópole paulistana. Jogue a primeira pedra quem nunca foi saudoso de sentir-se perdido.
Eu que me encontrei, anseio por me perder novamente, no colo solitário e tão prazeroso de minha família de cinco. Em Sampa os encontro de novo. Por enquanto, não posso sê-lo tão egoísta e os reparto com os outros tantos saudosos.
E viva São Paulo...
Acho que é tempo de desempoeirar este espaço anômico. A letargia que me ataca em Fortal tem dessas coisas. Acho que também preciso de dois anos sabáticos em Sampa, pois aqui em Fortal, tirando rever a família, amigos etc e tals, me parece que pouca coisa muda em nossa Cidade maravilhosa.
Fico, portanto, imerso em divagações extemporâneas, aguardando a data de retorno a Sampa.
Aliás, como sou grato a São Paulo. Sinto-me magoado quando os próprios paulistas desfazem tanto da sua - deles e nossa - Cidade. Sampa é muito mais do que imaginamos e muito menos do que esperamos, é verdade. A César o que é de César, entretanto.
Foi - e é ela - quem cuida de meu querido rebento, o Poetinha Vinícius que tão bem tratado foi por aquela Cidade. É dela a naturalidade de meu caçula, estampada em sua Certidão de Nascimento.
E eu fico perdido, aqui em Fortal, a lembrar dos cantos e recantos paulistas. Dos infindáveis botequins de Moema. Do Ibirapuera e do monóxido de carbono que os inunda.
Sampa é tudo isso e muito mais.
Aqui em Fortaleza, sei que há uma praia distante. Mas eu preferia estar emerso no ar não tão puro da megalópole paulistana. Jogue a primeira pedra quem nunca foi saudoso de sentir-se perdido.
Eu que me encontrei, anseio por me perder novamente, no colo solitário e tão prazeroso de minha família de cinco. Em Sampa os encontro de novo. Por enquanto, não posso sê-lo tão egoísta e os reparto com os outros tantos saudosos.
E viva São Paulo...
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