Feliz 2006!!! (republicando um texto de anos passados)...
"Réquiem de Fim de Ano - Espasmos. É essa a conclusão a que chego em meio às divagações norturnas do último dia do ano. As reminiscências do passado me provam de forma insofismável que somos pequenos átimos de luz na história. Percebo que um punhado de anos são somente dias atrás. Fatos acontecidos há algumas décadas parecem-me semanas apenas. Tudo tão vívido e próximo. Imerso nessas reminiscências nostálgicas. Vidas que transcorrem em alguns meses. Frágil tempo, o que dizer-lhe colosso? E nessa ode ao passado morto, tão vivo, eu pensava nesse diletantismo notívago, o que dizer sobre o tempo. Eis que recordo da ímpar poesia de Soares Feitosa - mentor do instigante Jornal de Poesia, amigo e poeta - Cronômetro Para Piscinas, onde percebo que a arte liberta! Talvez mais do que o desabrochar dos grilhões que nos solapam os devaneios. A arte materializa o encontro que não tive, os caminhos que não percorri, este beijo que eu não te dei. Nesse ambiente cujo ilogismo é concreto, o tempo se arrasta sofregamente. Cronômetro Para Nossas Vidas, o tempo nem sempre rege a razão no que a arte não lhe permite. A arte não cria, apenas materializa ao agregar letras, a dor lancinante do poeta. E dor é também o prazer infinito, como diria Schoppenheauer. E percebo que quando o Poeta Feitosa estava a agrupar as letras que deram causa ao Cronômetro Para Piscinas, no alfarrábio de sua escrivaninha, trazia consigo um sorriso nos lábios, murmurando à cumplicidade alguns arremedos que lhe ditava o Coronel, sentado na cadeira de balanço ao seu lado. E quando lhe faltavam palavras era ajudado pelos seus cúmplices de poesia. E vejo que o Poeta fazia do imaginário esse mundo maravilhoso que só a arte liberta. Assim vivemos no Século Cem de Ésquilo. E agora enquanto digito estes últimos suspiros de palavra, o Coronel me chega e brada, açoitado com a paráfrase - eu ousaria chamar licença poética - desautorizada, um plágio esdrúxulo dum fato que nunca se deu, mas antes que puxe o gatilho da Lügger que sacara da bainha dos algozes da cultura, ele sorri com os lábios cerrados e me diz: "É doutor, só mesmo a arte, só ela..."
Tal qual o vinho, repousa no fundo da arte alguma verdade que buscamos.
Desejo a todos os amigos leitores um feliz 2006!!!
Além disso, pouca coisa. E la nave va..."
sexta-feira, dezembro 30
sexta-feira, dezembro 23
Faço novamente minhas as palavras ditas aqui em anos passados:
"Xmas - Apesar de minha convicção formada quanto a esta época natalina, principalmente por entender que as pessoas tendem a amiudar em uma pequena data um sentimento inefável que deveria ser diário, ofuscando o real valor da comemoração por motivos menores, mesmo assim eu me rendo às indeléveis reminiscências de infância, e faço minhas as palavras de Lennon, em Happy Xmas (War is Over):
Happy Xmas (War Is Over)
Yoko Ono & John Lennon
(Happy Xmas Kyoko
Happy Xmas Julian)
So this is Xmas
And what have you done
Another year over
And a new one just begun
And so this is Xmas
I hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young
A very Merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear
And so this is Xmas
For weak and for strong
For rich and the poor ones
The world is so wrong
And so happy Xmas
For black and for white
For yellow and red ones
Let's stop all the fight
A very Merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear
And so this is Xmas
And what have we done
Another year over
A new one just begun
And so happy Xmas
We hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young
A very Merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear
War is over, if you want it
War is over now
Happy Xmas"
"Xmas - Apesar de minha convicção formada quanto a esta época natalina, principalmente por entender que as pessoas tendem a amiudar em uma pequena data um sentimento inefável que deveria ser diário, ofuscando o real valor da comemoração por motivos menores, mesmo assim eu me rendo às indeléveis reminiscências de infância, e faço minhas as palavras de Lennon, em Happy Xmas (War is Over):
Happy Xmas (War Is Over)
Yoko Ono & John Lennon
(Happy Xmas Kyoko
Happy Xmas Julian)
So this is Xmas
And what have you done
Another year over
And a new one just begun
And so this is Xmas
I hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young
A very Merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear
And so this is Xmas
For weak and for strong
For rich and the poor ones
The world is so wrong
And so happy Xmas
For black and for white
For yellow and red ones
Let's stop all the fight
A very Merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear
And so this is Xmas
And what have we done
Another year over
A new one just begun
And so happy Xmas
We hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young
A very Merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear
War is over, if you want it
War is over now
Happy Xmas"
sábado, dezembro 10
A Dicotomia Cinematográfica Entre o Robô Bom e o Robô Mau na Obra de George Lucas ou Fragmentos do Fim de Semana
O meu interlocutor não se adapta ao idioma do dvd de Seinfeld e me pede outro:
- Eu quero o dvd do Robô mau.
- Ham?
- O dvd do Robô mau. E do Robô bom também.
A dicotomia manifestada no pedido não me faz perder por completo a atenção na tv, a mostrar a impagável e saudosa Sitcom, cuja eu coleção acabara de adquirir.
- Eu quero o outro, o do Robô - insiste meu interlocutor.
- Daqui a pouco eu coloco, agora eu vou terminar esse ai mesmo - respondo sem entender bem a qual dvd se refere meu companheiro de sétima arte.
- Falando inglês não. Quero em português - ele pede taxativo, ao identificar que as personagens não falavam em nosso vernáculo.
- Tá bom eu mudo - decido responder e ganhar um pouco de tempo até o término do episódio, mas percebo que o dvd que tenho não possui dublagem em português. Então capitulo: - Não dá não, qual é esse do robô bom que eu não lembro?
- É o da nave espacial que tem o robô bom e o robô mau.
Resignado, num estalo lembro de Star Wars e dali a alguns minutos já estamos vendo algumas cenas do clássico que tanto me fascinava quando eu era criança. Aliás, que tanto me fascina até os dias de hoje.
- Ah, taí o robô mau que você falou não foi? - perguntei meio sonolento.
- Não - me corrige prontamente, esse é o Robô bom. Olha, tem um robô bom... dois robôs bons - me disse, apontando para a tela a mostrar o C3PO e o R2D2 a surgir em meio ao deserto prodigioso nascido da mente idem de George Lucas - ah, o Robô mau é esse ai - exclama logo após ver o emblemático Darth Vader.
- Ah, é mesmo - sou foçado a reconhecer meio surpreso, ouvindo ao fundo as risadas da genitora do jovem professor cinéfilo, ainda com 3 anos por completar...
O meu interlocutor não se adapta ao idioma do dvd de Seinfeld e me pede outro:
- Eu quero o dvd do Robô mau.
- Ham?
- O dvd do Robô mau. E do Robô bom também.
A dicotomia manifestada no pedido não me faz perder por completo a atenção na tv, a mostrar a impagável e saudosa Sitcom, cuja eu coleção acabara de adquirir.
- Eu quero o outro, o do Robô - insiste meu interlocutor.
- Daqui a pouco eu coloco, agora eu vou terminar esse ai mesmo - respondo sem entender bem a qual dvd se refere meu companheiro de sétima arte.
- Falando inglês não. Quero em português - ele pede taxativo, ao identificar que as personagens não falavam em nosso vernáculo.
- Tá bom eu mudo - decido responder e ganhar um pouco de tempo até o término do episódio, mas percebo que o dvd que tenho não possui dublagem em português. Então capitulo: - Não dá não, qual é esse do robô bom que eu não lembro?
- É o da nave espacial que tem o robô bom e o robô mau.
Resignado, num estalo lembro de Star Wars e dali a alguns minutos já estamos vendo algumas cenas do clássico que tanto me fascinava quando eu era criança. Aliás, que tanto me fascina até os dias de hoje.
- Ah, taí o robô mau que você falou não foi? - perguntei meio sonolento.
- Não - me corrige prontamente, esse é o Robô bom. Olha, tem um robô bom... dois robôs bons - me disse, apontando para a tela a mostrar o C3PO e o R2D2 a surgir em meio ao deserto prodigioso nascido da mente idem de George Lucas - ah, o Robô mau é esse ai - exclama logo após ver o emblemático Darth Vader.
- Ah, é mesmo - sou foçado a reconhecer meio surpreso, ouvindo ao fundo as risadas da genitora do jovem professor cinéfilo, ainda com 3 anos por completar...
quinta-feira, dezembro 8
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