quinta-feira, janeiro 20

Uma breve parada em solo alencarino - Retornando ao meu Ceará após uma breve estada em Portugal, tenho acumulado muitas milhas de vôo solitário ao redor do globo. Além disso, muitas milhagens de recordações neste espaço anômico. E por falar em viagens, recordo algumas recentes porém não tão distantes:

"Andanças - Em retornando de Belém do Pará, aonde coisas do trabalho me levaram, venho esmiuçando a graça e fina ironia que há nas cousas da poesia, a grassar no cotidiano da gente. Relembro um texto recente onde escrevi dos mesmos sentimentos que nos afligem o coração romântico, solto em verso e prosa às esquinas do mundo:

"Nossa Doce Caminhada, Uma Eterna Caminhadura - Entre as andanças dos últimos dias, uma intensa agenda que me forçou a deixar de lado meu confessionário poético. Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e tantos outros locais, numa viagem cansativa embora prazerosa. Há algo de interessante no apaixonar-se, vez em quando, nos excertos do dia por onde passamos. Numa certa esquina, dentro de um carro, no avião, há sempre um vago enlace de olhos a perpertuar-se no tempo de nosso imaginário. A musa dos olhos verdes a mirar-me a timidez distante. São olhos que sorriem num abraço. São paixões platônicas que sequer disfarçam a saudade intensa que sinto. Percebi isso há pouco: há mulheres que nos permitem pensar que o Criador se encarrega de moldá-las ele próprio, de tão belas que são.

A Sétima Arte Esférica - Há perdido nestes arquivos anômicos um texto onde comparo a imensa massa alvinegra à obra de Sebastião Salgado. Muito embora não goste de tergiversar sobre minhas predileções futebolísticas por aqui, eu me rendo hoje, para dizer da alegria que sinto com a arte do futebol. Eu tinha um texto ensaiado em meus alfarrábios mentais sobre a lanterinha de Diógenes e sua busca árdua por um homem de verdade. O foco era a lanterninha dele, Diógenes. Mas deixo para outra oportunidade, talvez segunda. Aliás, a segunda é que é de lascar, se é que me entendem.

Ipiranga com São João - Fazia tempo que desejava voltar ao citado logradouro paulista. Foi legal caetanear a obviedade ululante da coisa. Alguns chopes a contemplar a loucrópole insone. Definitivamente, alguma coisa acontece no meu coração...

E La nave va..."

sexta-feira, janeiro 14

Toureiros em Alcochete

Toureiros, também os há em Portugal. Foi o que descobri há pouco no aprazível local chamado Alcochete. Uma simpática vila às margens do Tejo, distante alguns minutos de Lisboa, onde se encontram muitos aficionados por touradas. Toureiros lusitanos, pois bem.
Parece o cenário de um filme antigo estrelado pela Júlia Roberts, cujo nome esqueço no momento. O lugar faz pensar no quanto o mundo ainda tem jeito...
Uma excelente comida, uma calmaria de dar inveja até mesmo a Lisboa.
E por falar nesta Capital Portuguesa, no regresso, ela mais me parece Londres quando um inconfundível "fog" invade o quarto deste hotel e me distrai o sono.
Em poucas horas, recomeça a correria que norteou os últimos dias em Portugal onde aportei por motivos profissionais.
Tenho dormido pouco.
Alcochete, um dia quem sabe, há de ser minha Lanzarote.
E la nave va...

quinta-feira, janeiro 6

À Concretude - Pequenos retalhos pretéritos de meus devaneios pretensamente concretos, módica homenagem à bela poesia de uma amiga blogueira.

"Concreto Adeus

Você esqueceu de dizer que meu olhar era retilínio, uniforme, mas unilateral.
O som do Jazz na Zug, ontem, nunca havia sido tão saboroso.
Eu não estava apaixonado. Não tão apaixonado assim.
Lembrei de Notting Hill, não sei o porquê disso.
Mas eu confesso que eu suspirei sim.
Lembrei do teu melodioso olhar.
Que foi sumindo na noite.
Até que pouco restou.
De concreto, seu.
Dentro de mim.
Mas, foi bom.
E Foi sim.
Fui sim.
Fui."

"Uma Estrela em Concreto

Eu só queria uma estrela no céu desta noite
Onde eu pudesse encontrar o meu nirvana
Um monte de cousas espalhadas no canto
E rir meu riso e derramar meu pranto, apenas

Eu queria poder desvendar os teus sorrisos
ler-te meus causos e desfrutar do teu beijo
Poder sentir o gosto do teu corpo e cheiro
Num enlace disrítmico perceber-te o encanto

Subir no palco onde bailam os teus passos
E merecer por um só instante que fosse
O tempo que me compõe tanta beleza

E lá no alto onde eu queria uma estrela
será se encontraria contigo nos sonhos?
Eu só queria uma estrela no céu desta noite..."

Porque escrevo

Cada um tem a sua terapia. Há os que correm, pintam, cantam... Minha maior terapia é escrever. Posso ser o que sou, o que nu...