84 Charing Cross Road - Lembrei agora há pouco, enquanto folheva uma revista antiga de cinema, desse endereço que fica em Londres e também é o título de um ótimo filme produzido em 1987. Foi o que me motivou, na viagem que fiz em 1998, a procurar feito um louco esse logradouro londrino. Eu rodei alguns bons minutos à procura de 84 Charing Cross Road. A insistência foi gratificante, pois além de conhecer o local também tirei algumas fotos. Antes disso fiz um verdadeiro périplo em busca de Abbey Road, o qual durou algumas horas de procura e caminhada até encontrar o paraíso Beatlemaníaco. Foi igualmente compensador. A Lei de Murphy, entretanto, estava vigorando, pois na mesma noite, perdi a câmera dentro do New London Theater, onde assisti à peça Cats. O negativo perdido juntamente com a máquina continha todas as fotos de Londres, inclusive as de Abbey Road e as que tirei no cenário do filme. C´est la vie...
Mas, voltando ao título desse post, o filme foi chamado em terra brasilis de "Nunca Te Vi Sempre Te Amei". Não obstante a duvidosa tradução, a obra é um cult com certeza. As interpretações de Anthony Hopkins e Anne Bancroft são excelentes e o roteiro é um achado, pois trata da forte amizade que surge através da troca de cartas entre duas pessoas que adoram literatura mas têm o atlântico a separá-las. O endereço da livraria onde trabalha o personagem vivido por Hopkins, é justamente o título do filme. Vale a pena assistir ou rever.
quinta-feira, setembro 30
sexta-feira, setembro 24
Uma Estrela em Concreto
Eu só queria uma estrela no céu desta noite
Onde eu pudesse encontrar o meu nirvana
Um monte de cousas espalhadas no canto
E rir meu riso e derramar meu pranto, apenas
Eu queria poder desvendar os teus sorrisos
ler-te meus causos e desfrutar do teu beijo
Poder sentir o gosto do teu corpo e cheiro
Num enlace disrítmico perceber-te o encanto
Subir no palco onde bailam os teus passos
E merecer por um só instante que fosse
O tempo que me compõe tanta beleza
E lá no alto onde eu queria uma estrela
será se encontraria contigo nos sonhos?
Eu só queria uma estrela no céu desta noite...
Eu só queria uma estrela no céu desta noite
Onde eu pudesse encontrar o meu nirvana
Um monte de cousas espalhadas no canto
E rir meu riso e derramar meu pranto, apenas
Eu queria poder desvendar os teus sorrisos
ler-te meus causos e desfrutar do teu beijo
Poder sentir o gosto do teu corpo e cheiro
Num enlace disrítmico perceber-te o encanto
Subir no palco onde bailam os teus passos
E merecer por um só instante que fosse
O tempo que me compõe tanta beleza
E lá no alto onde eu queria uma estrela
será se encontraria contigo nos sonhos?
Eu só queria uma estrela no céu desta noite...
quinta-feira, setembro 23
Viva La Vie
Espaços esparsos em minha mente. Signos. Símbolos?
Dialético, o mundo, tão metafórico. Dialético?
Adsartha. Dorothy. Lígia, de Jobim. Campos concretos.
À concretude da poesia de Campos, capitulo.
Espaços concretos à esquerda do texto. Direita.
Direita amorfa na contextualização. Signos?
Símbolos? O mundo não finda...amanhã.
Eis que rompe a primavera. Nasci, enfim.
Espaços esparsos em minha mente. Signos. Símbolos?
Dialético, o mundo, tão metafórico. Dialético?
Adsartha. Dorothy. Lígia, de Jobim. Campos concretos.
À concretude da poesia de Campos, capitulo.
Espaços concretos à esquerda do texto. Direita.
Direita amorfa na contextualização. Signos?
Símbolos? O mundo não finda...amanhã.
Eis que rompe a primavera. Nasci, enfim.
terça-feira, setembro 21
Em Branco-e-Preto
África faminta de pão. E nós também. Além de circo.
A mesma massa alvinegra fotografada por Sebastião Salgado.
Inunda as tribunas e seções, às sessões do coliseu moderno.
Famintos de ouro que se lançam em escadas.
Fuga do inferno da lírica Serra Pelada do tempo.
Famintos. Famígeros em branco-e-preto de Sebastião.
Salgados corpos inundados de alegria e dor.
Futebol. Massa alvinegra Translúcida.
Somos todos unos. Panis et Circensis.
Futebol. Energúmenos que somos.
Não há mais pão, nem circo.
Ave!
África faminta de pão. E nós também. Além de circo.
A mesma massa alvinegra fotografada por Sebastião Salgado.
Inunda as tribunas e seções, às sessões do coliseu moderno.
Famintos de ouro que se lançam em escadas.
Fuga do inferno da lírica Serra Pelada do tempo.
Famintos. Famígeros em branco-e-preto de Sebastião.
Salgados corpos inundados de alegria e dor.
Futebol. Massa alvinegra Translúcida.
Somos todos unos. Panis et Circensis.
Futebol. Energúmenos que somos.
Não há mais pão, nem circo.
Ave!
sexta-feira, setembro 17
Para não dizer que não falei de Cores - Cores da Serra de Guramiranga, um dos lugares mais aprazíveis no Estado do Ceará. Meu destino no fim-de-semana. Dos versos que fluem das entrelinhas da paráfrase que sei de cor. As Cores que contrastam com o cinza que predomina na feia fumaça que sobe apagando as estrelas. Lá onde as estrelas se mostram despudoradas às retinas da gente. À paisagem colorida por personas tão ricas e amigas.
Do Azul que há no céu e nos teus verdes olhos a refletir também as vagas vagas marinhas do mar tão distante. Do mar...imaginário do universo de nós dois. Das cores das folhas e das aves que passam em música e em verso. Dos bólidos díspares-em-cor que bailam à mesa de jogos, cujo verde pano testemunha e acolhe os corpos derrotados que desfilam sobre seus alicerces. Das frutas e das águas tranqüilas que inundam os sonos e sonhos de quem as desfruta. Do verde que vai ficando para trás na estrada escura que nos envolve a tez branca e morena no retorno à azáfama nossa de cada dia.
Do Azul que há no céu e nos teus verdes olhos a refletir também as vagas vagas marinhas do mar tão distante. Do mar...imaginário do universo de nós dois. Das cores das folhas e das aves que passam em música e em verso. Dos bólidos díspares-em-cor que bailam à mesa de jogos, cujo verde pano testemunha e acolhe os corpos derrotados que desfilam sobre seus alicerces. Das frutas e das águas tranqüilas que inundam os sonos e sonhos de quem as desfruta. Do verde que vai ficando para trás na estrada escura que nos envolve a tez branca e morena no retorno à azáfama nossa de cada dia.
quarta-feira, setembro 8
Náutico
Hoje não restam camadas em meu rosto. Sou o que descerra a máscara que cai ao mar.
Sou braçadas intermináveis nesse amar assim. Juliette Binoche em "A Liberdade é Azul".
Hoje sou só o que não penso que sou. Hoje sou sólida dor dormente. Hoje eu sou solidão.
Sou o procurar por respostas que busquei encontrar às águas e horas nas quais, só, amei.
Hoje não restam camadas em meu rosto. Sou o que descerra a máscara que cai ao mar.
Sou braçadas intermináveis nesse amar assim. Juliette Binoche em "A Liberdade é Azul".
Hoje sou só o que não penso que sou. Hoje sou sólida dor dormente. Hoje eu sou solidão.
Sou o procurar por respostas que busquei encontrar às águas e horas nas quais, só, amei.
quarta-feira, setembro 1
Clair de Lune - Em noites de lua cheia, vivo sempre a recordar-te os olhos distantes...
"Convite ao nosso encontro de hoje:
Primeiro, ela não se revelou por inteiro, pudicamente foi chegando remansosa.
Em pequenos espasmos de luz, fui sentindo o seu gosto, sua beleza.
Fui corrompido em minha retidão pelo seu charme sem par.
Mansidão que me envolveu num átimo. Companheira, até os confins.
E me chegou toda, desposei-me com ela em minha elucubrações.
Ela me confessa que irá mostrar-se hoje, novamente.
E eu vos convido a desfrutar desse espetáculo, que por poucos segundos é só nosso.
E nada mais "reality" nesse show tão global, que é o seu despertar desnuda.
Nascer que há de ser compartilhado pelos libertos.
Mesmo que distantes, estamos todos em sua sintonia.
Usurpa, do sol, raios que espelha em nossas mentes inférteis.
Lua eu te aguardo hoje em tua gênese.
Convido a todos. Sejamos espectadores passageiros por um minuto!
Quando passarmos, ela há de nos observar. Mas hoje, é só nossa.
Lua cheia, luar que ela me prometeu.
Paremos nossas máquinas, observemos o cosmos.
Divido com todos esse nascer de hoje. Festejêmo-la! "
"Convite ao nosso encontro de hoje:
Primeiro, ela não se revelou por inteiro, pudicamente foi chegando remansosa.
Em pequenos espasmos de luz, fui sentindo o seu gosto, sua beleza.
Fui corrompido em minha retidão pelo seu charme sem par.
Mansidão que me envolveu num átimo. Companheira, até os confins.
E me chegou toda, desposei-me com ela em minha elucubrações.
Ela me confessa que irá mostrar-se hoje, novamente.
E eu vos convido a desfrutar desse espetáculo, que por poucos segundos é só nosso.
E nada mais "reality" nesse show tão global, que é o seu despertar desnuda.
Nascer que há de ser compartilhado pelos libertos.
Mesmo que distantes, estamos todos em sua sintonia.
Usurpa, do sol, raios que espelha em nossas mentes inférteis.
Lua eu te aguardo hoje em tua gênese.
Convido a todos. Sejamos espectadores passageiros por um minuto!
Quando passarmos, ela há de nos observar. Mas hoje, é só nossa.
Lua cheia, luar que ela me prometeu.
Paremos nossas máquinas, observemos o cosmos.
Divido com todos esse nascer de hoje. Festejêmo-la! "
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