quinta-feira, julho 31


"Free As a Bird", by The Beatles

Soneto do Ator

Em busca do mar abstrato
Há musas que me inspiram
Inspirar-se no ar metafórico
Ao deglutir o tempo a gente

Insólita é a dor do poeta
A vagar errante e sempre
o defenestrar-se d´alma incerta
Em apagar-te sofregamente

Só em mim há o cerrar do amor
O Só partir à sangria com ardor
Solitude, solidão sucumbiria assim.

Vivendo na metáfora e noir,
Diáfora da solitária mente,
Enfim o cair da máscara.

quarta-feira, julho 30

Esquadros - São assim as cores de Pasárgada.


Photo by Emerson Damasceno - Pasárgada, julho de 2003

quinta-feira, julho 24

Pasárgada Minha - Da mesma forma como costuma fazer boa parte dos habitantes da capital alencarina, fujo dela nesta época de uma certa festa denominada Fortal. Aliás, acredito que é o mesmo que procuram fazer vários outros com um mínimo de bom senso, na esperança de permanecer alheios ao alegado deslumbramento causado pela tal de "axé music".
Ontem, em minhas elucubrações, constatei que foi o mesmo rumo que tomei há extamente um ano. Vou-me à minha Pasárgada, onde o Rei ainda me confidencia amizade e a natureza é minha fiel escudeira. Abraços em todos e até a volta. A saudade também vai comigo.

quarta-feira, julho 23

O Céu e o Mar do Ceará, hoje - Por onde me espalho e me perco, pensando num mundo tão distante e tão próximo...


Photo by Emerson Damasceno - Fortaleza/CE, 2003

sexta-feira, julho 18

Aviso Aos Diletos Navegantes dalém Mar e dalém Alma - Imerso em infinitas divagações durante o período de férias, Chico vem em meu socorro:


Roda-viva
Chico Buarque/1967
Para a peça Roda-viva de Chico Buarque


Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo (etc.)


A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo (etc.)


O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo (etc.)


1967 © by Editora Musical Arlequim Ltda. Av. Rebouças, 1700 CEP 057402-200 - São Paulo - SP
Todos os direitos reservados. Copyright Internacional Assegurado. Impresso no Brasil

sexta-feira, julho 11

One Year Ago Today - Contemplando o amanhecer de hoje, recordo que há exatamente um ano, este blog começava a engatinhar e destilar suas elucubrações pelas outrora gélidas paredes do mundo dito virtual. Seguindo o exemplo de um amigo, resolvi republicar os primeiros devaneios-em-texto deste espaço errante. De um ano para cá muita coisa mudou e merece destaque o fato de ter a vida, sorrateiramente ela, proporcionado o encontro de tante gente legal que há pelo mundo, pois assim é a sua arte:

[ Dom Jul 14, 02:23:25 PM | Emerson Anômico | edit ]

Sunday Afternoon.

Dia do chamado clássico: Vovô x Ferrim. Dia de futebol, baluarte das grandes massas. Iconoclastas, uni-vos! O pão, que já anda escasso, aguarda o demolir-se lento do claudicante circo. Igrejas, seitas, partidos, comércio...enfim, todos querem o teu fim.
Que venha o baseball e o Ultimate Lixo, já que nem o football foi verdadeiramente nosso. Vozão x Ferrim: Dia de show, onde os corners hão de ser batidos, os Goals marcados, os Keepers altivos, os penalties...roubados!
C'est la vie!
Domingo de futebol. Amálgama de paixões. Dia de dores no campo e ardores nos corações dos energúmenos torcedores que rodeiam a arena de combate.
Dia em que a mesma catarse que me invade nas salas de projeção mofadas pelo mundo, há de inocular-me a mente, num desiderato insensato, num desatino sem fim. Herança genética advinda dos meus antepassados.
Criador, obrigado. Obrigado...

[ Sáb Jul 13, 01:45:01 PM | Emerson Anômico | edit ]

Sunny Saturday.
Dia de embalar-me em busca do mais distante por-do-sol.
Vou ao Pecem, munido de Beatles, embora despido de um teclado que me possibilite a ortografia correta.
Hoje em dia, configuracao e upgrades sao tudo. Herrar eh umano, mas nao ter tudo atualizado e configurado....imperdoavel.
Mesmo assim, destilo minha insensatez as gelidas paredes da internet, as quais detem muito do calor perdido pelo mundo.
De concreto, alem dos irmaos de Sampa, de Campos cantados por Caetano, soh mesmo meu CD de Beatles.
Alias, falar nos FabFour, me taquei ateh Hamburgo em busca de uma foto do lugar em que eles tocaram em sua gloriosa epoca no KaiseKeller e Star Club. Consegui-a. Encontrei tb muito mais coisa em Hamburgo.
Ainda bem que meu desastino musical nao foi ouvido pelos deuses. Ofereci 10 anos de minha vida em troca de voltar no tempo 42 anos, de volta aos idos de 1960 e alcançar os garotos de Liverpool em seu debut Germanico, com Astrid Kitschneeer, Klaus Woorman e Cia. Ninguem me deu ouvidos. Ainda bem. Ainda bem?!
Bem, de concreto mesmo nesse sabado de sol, somente Because tocando trescloucadamente em minha vitrola no rumo de Pecem. Alem disso, pouca coisa...
Falar em Because, dia desses no carro, um amigo perguntou que musica era aquela.Foi uma porrada na minha esperan;a de um mundo melhor. Esperanca ? Sim, because the world is blue it makes me cry...
Vou em busca do por-do-sol com Beatles, fazendo de conta que alem disso, pouca coisa...
Let The SunKing Comes. Here Comes The Sun...


[ Qui Jul 11, 05:53:31 PM | Emerson Anômico | edit ]

Há, suponho, mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã desesperança.
Mesmo após, ao acordar meio eyes wide shut, deparar-se com a massacrante e dorida realidade.
Ao lúdico e idílico buscar do novo nos lançaremos? Ou findaremos por nos subverter ao mundo de G.Orwell?

[ Qui Jul 11, 05:20:12 PM | Emerson Anômico | edit ]

anomia 1. [Do gr. anomía (v. a-3, -nom(o)- e -ia1); fr. anomie.] S. f. 1. Ausência de leis, de normas ou de regras de organização. 2. Sociol. Situação em que há divergência ou conflito entre normas sociais, tornando-se difícil para o indivíduo respeitá-las igualmente. [Em situações extremas, essa contradição ou dificuldade pode equivaler, na prática, a ausência de normas.]

quarta-feira, julho 2

Noctívaga Mente

O teu segurar em minha mão ao mirar-te os olhos secos.
Enlaçar-te os lábios molhados, macios. O sorrir-se num abraço.
Esquecer-se do tempo, longínqüo e soturno, à cama enluarada.
O anoitecer de corpos suados a perceberem-se amantes, enfim. Fim.

Porque escrevo

Cada um tem a sua terapia. Há os que correm, pintam, cantam... Minha maior terapia é escrever. Posso ser o que sou, o que nu...