quinta-feira, junho 26

Errante em Verso & Prosa - Voltei a escrever no Portal Verdes Mares, já que fazia um bom tempo que não publicava nada por lá, na coluna intitulada La Joie de Vivre. Geralmente são apenas colagens do que já publiquei neste Anomia.
Também estou tendo a honra de participar do delicioso Collectanea, após ter recebido o convite de Adriana Paiva, autora do Periplus.
Somos enfim errantes, com nossos versos e prosa.

Post Scriptum: Obrigado Cláudia pela valiosa ajuda. Só assim consegui restaurar a correta configuração de acentuação, após o implemento do novo Blogger. :)

sexta-feira, junho 20



Há Mares & Normas - No rumo do escritório, me deparo com uma placa de trânsito. No meio do caminho, havia uma placa.
Atrás de mim, o verde mar infinito de Iracema. À minha frente, uma placa me desafiava a estacionar o carro no exato ângulo de 45 graus. O embate entre o frio concreto e o acolhedor calor oceânico que se observam e digladiam-se tacitamente. Eu, a tênue linha que os separa. Amor e ódio.
Não, nada existe em nosso claudicante ordenamento pertinente ao trânsito que me obrigue a andar com um esquadro, régua ou outra coisa que o valha para medir o ângulo de estacionamento do veículo.
Definitivamente, foi por isso que larguei tudo e mergulhei nos verdes mares da vida, pois há mares nessa dura caminhada. E se amares, mesmo à caminhadura, nada mais nos importa.
Sempre há um chato por detrás de uma norma. E todos têm os seus orgasmos quando publicam penduricalhos nas paredes mofadas dos seus desertos, nos ensinando - e obrigando - a desligar uma determinada luz, fechar uma certa porta, jogar um papel ao cesto, ou mesmo estacionar nossos carros à inclinação de 40 e poucos graus. Degraus para o paraíso, quanta saudade!
Pois a medida do homem, como já vaticinava o Mestre Soares Feitosa, é o homem despido de coisas. É o norte da vida, emoldurado na ausência de pacotes, reais ou abstratos.
E nesses dias em que estive ausente, as verdes águas do mar infinito me abraçavam...

domingo, junho 15

Blue Moon

A lua testemunha, impávida, a triste sina do seu distante intérprete.
O ocaso dos sonhos jaz no peito do senhor de vãs palavras de amor.
À fria noite de junho, o luar imiscui-se no leito solitário do seu poeta.
Um olhar a reflete, estático, contemplando-lhe a passagem tão nua.

quinta-feira, junho 12

Acrósticos Enamorados do Passado

A luz brilha em teus olhos,
Na noite em que a lua é só tua.
Do violão tirarei mil solos
Rimando com a branca dama nua
E você, com uma agulha de dor
Amor, no meu coração tatua.

Dentre muitas, tu és única
E única, até do único,
Nem sei se já existe.
Imagino eu, o mundo,
Sem você, seria escuro
E eu, errante e triste.


Beleza em seu estado mais puro
Esculpida no corpo de menina em flor
Ao susurro da brisa, caio em teu amor,
Trazendo-me certeza outrora perdida.
Raio, refletes à noite de lua,
Irrompes num açoite minha retina.
Zênite a brilhar a grandeza sua.

terça-feira, junho 10

Inventários

Repórter Mosca inventariou:
"Eu não vi "Matrix Reloaded". Não assisti sequer ao primeiro.
Adoro os filmes do Walter Salles Jr., amei "Central do Brasil", mas tenho uma queda maior por "Terra Estrangeira".
Sei que o melhor álbum do Cazuza é "Ideologia", mas algo me atrai em "Só se For a Dois".
Não acho a Gisele Bündchen gostosa, nem a Daniela Cicarelli.
Também não sei andar de bicicleta."


Afrodite
também inventariou:

"Eu não vi "Matrix Reloaded". Não gostei do primeiro.
Adoro os filmes do Almodóvar, amei "Fale Com Ela", mas tenho uma queda maior por "Tudo Sobre Minha Mãe".
Sei que o melhor cd do Luiz Melodia é "Relíquias", mas tudo dele me atrai.
Não acho o Reinaldo Gianechini gostoso, nem o Espedito da novela.
Mas também... eu não sei voar de asa delta."

Agora inventario eu:
Eu não vi "Matrix Reloaded". Não assisti sequer ao primeiro.
Adoro os filmes do Buñuel, amei "Esse Obscuro Objeto do Desejo", mas tenho uma queda maior por "Via Láctea".
Não sei dizer qual é o melhor trabalho dos Beatles. Depende do dia e da hora.
Não acho a Déborah Secco gostosa, nem a Xuxa.
Também não sei andar na corda bamba.

Inventarie você também.

Ótima sugestão colhida no Afrodite

segunda-feira, junho 9



O Crepúsculo Matutino, hoje - Amanheçamos, enfim.
Photo by Emerson Damasceno - Fortaleza/CE, 2003

sábado, junho 7

Todas as Cores - A Claridade me invade a retina nesta clara manhã. Céu ensolarado cujo vértice testemunha bem próximo as nódoas de ontem que me solaparam o contemplar da beleza matinal. As matizes do dia me colorem os trôpegos sentidos. Preenchem a lacuna da inércia do meu corpo. Admoestam-me os sonhos ainda mornos nesta bela manhã de sábado. A música finalmente nos invade todos os sentidos. Estamos vivos.

quinta-feira, junho 5

Belchior, Almodóvar e Jobim

Uma manhã que me acalma a alma. Onde nada se enxerga além de poucos metros.
No apartamento, oitavo andar, abro a vidraça mas não grito quando um carro passa.
Teu infinito sou eu, já disse Belchior. Na letra a se confundir com a inefável paisagem.
Só, eu busco você em todos os desencontros calados de minha mente. Mas é em vão.

Fale com Ela - Assisti há poucos dias - somente agora, como pode? - esse ótimo filme do Almodóvar.
Desde a escolha da trilha sonora, que inclui Caetano e Elis Regina, até a citação da poesia musical de Jobim - levando uma personagem às lágrimas - o imaginário de Almodóvar nos deslumbra com seu belo espetáculo. É cinema. É por doces motivos como esse que tenho me recusado a embarcar às multidões que acotovelam-se nas filas das salas de cinema à espera das novidades mirabolantes de Hollywood. Não que eu não saiba diferenciar o cinema dito artístico daquele meramente descartável. Já fiz e costumo fazê-lo. Acontece que ultimamente tenho optado por não embarcar nessa. Um bom assunto a ser discutido posteriormente.
Voltando ao Fale com Ela, há nele uma cena lapidar a metaforizar a natureza humana, na qual um homem encolhido, frágil e indefeso, decide mergulhar nos recônditos mais profanos de sua amada, onde de lá nunca mais irá sair. Quem assistiu ao filme, há de lembrar da vívida cena em P&B. Parece ser uma belíssima metáfora da condição do homem, uma feliz marionete nas mãos e nos corpos de suas amadas...

E la nave va...

terça-feira, junho 3

Até tu, Cristovam?

Atualização: A resposta de Cristovam - Ele nega ser contra o ensino superior público gratuito.


Reminiscências - O pôr-do-sol norteia o pensamento, metaforiza o epílogo da existência. O anoitecer, com a vetustez de seu crepúsculo, ocaso do dia. A poesia, acaso das letras. Em quase anoitecendo o primeiro ano de Anomia, vale relembrar alguns fragmentos passados da nossa alma de poeta:

Em 09.10.2002, foi dito aqui:

"Pouco Tempo

Tanto tempo desse amor insensato.
Porque se não é insensato não é amor.
Tanto tempo dessa amálgama de corpos.
Perdi a noção do meu começo e seu fim.
Tanto tempo amando-te sem pensar.
Porque o pensamento não se coaduna.
Tanto tempo sendo tão feliz assim.
Porque sem você eu deixo de ser."

Porque escrevo

Cada um tem a sua terapia. Há os que correm, pintam, cantam... Minha maior terapia é escrever. Posso ser o que sou, o que nu...